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Deus e o diabo no Brasil do século XVI: os jesuítas e a antropofagia ritual indígena

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho analisa o imaginário e o discurso dos missionários da Companhia de Jesus em relação à antropofagia ritual indígena no Brasil do século XVI. Pretende-se discutir que significados os jesuítas deram a esse costume, e o que representou para o processo de conversão associar a antropofagia ritual aos “diabólicos costumes” descritos por José de Anchieta, Manoel da Nóbrega, Azpilcueta Navarro e outros inacianos. A partir dos relatos sobre a antropofagia feitos nas cartas, discutimos as dicotomias entre civilização e barbárie, humanidade/racionalidade e animalidade, cristãos e gentios, o velho e o novo mundo, céu e inferno. A pesquisa aborda ainda como o discurso demonológico foi usado para ajudar a justificar o projeto missionário e a colonização na América portuguesa. A fonte documental básica são cartas jesuíticas escritas entre 1549 e 1594.
Autores principais:Gusmão, Ramon Lamoso de
Assunto:Jesuítas Brasil Século XVI Gentios
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Este trabalho analisa o imaginário e o discurso dos missionários da Companhia de Jesus em relação à antropofagia ritual indígena no Brasil do século XVI. Pretende-se discutir que significados os jesuítas deram a esse costume, e o que representou para o processo de conversão associar a antropofagia ritual aos “diabólicos costumes” descritos por José de Anchieta, Manoel da Nóbrega, Azpilcueta Navarro e outros inacianos. A partir dos relatos sobre a antropofagia feitos nas cartas, discutimos as dicotomias entre civilização e barbárie, humanidade/racionalidade e animalidade, cristãos e gentios, o velho e o novo mundo, céu e inferno. A pesquisa aborda ainda como o discurso demonológico foi usado para ajudar a justificar o projeto missionário e a colonização na América portuguesa. A fonte documental básica são cartas jesuíticas escritas entre 1549 e 1594.