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O texto literário (re)fazendo-se no planeamento da leitura escolar: o caso do Programa de Português proposto em 2013

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O texto literário tem sido recorrentemente estudado pela Sociologia, todavia, não raras vezes ele funciona como reflexo da realidade social, como instrumento de dominação e de reprodução de desigualdades, como símbolo distintivo. Por nosso turno, gostaríamos de estudar o literário sem o fazer derivar para outras realidades que lhe são alheias, estudá-lo enquanto de faz, desfaz e refaz. Nesse sentido, estudamos a controvérsia despoletada em torno do Programa de Português do ensino secundário proposto pelo Ministério da Educação e Ciência em 2013 e objetado pela Associação de Professores de Português. Enfatizando as relações em que o texto literário participa em cada um destes agenciamentos, procuramos captar como cada um deles planeia e forma um território para a leitura literária escolar. Desta forma, perceberemos a formação daquilo que, regra geral, a Sociologia toma por adquirido, isto é, como o texto literário se torna efetivamente signo. Os agenciamentos aqui estudados mostram duas maneiras diferentes de o fazer, uma tendendo para a organização de um território de leitura filtrado por um saber literário canónico, outra mais inclinada para uma leitura passional.
Autores principais:Carvalho, José Maria Baptista de
Assunto:Plano Nacional de Leitura Programa escolar Texto literário Leitura Literary text School program Reading National Reading Plan
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O texto literário tem sido recorrentemente estudado pela Sociologia, todavia, não raras vezes ele funciona como reflexo da realidade social, como instrumento de dominação e de reprodução de desigualdades, como símbolo distintivo. Por nosso turno, gostaríamos de estudar o literário sem o fazer derivar para outras realidades que lhe são alheias, estudá-lo enquanto de faz, desfaz e refaz. Nesse sentido, estudamos a controvérsia despoletada em torno do Programa de Português do ensino secundário proposto pelo Ministério da Educação e Ciência em 2013 e objetado pela Associação de Professores de Português. Enfatizando as relações em que o texto literário participa em cada um destes agenciamentos, procuramos captar como cada um deles planeia e forma um território para a leitura literária escolar. Desta forma, perceberemos a formação daquilo que, regra geral, a Sociologia toma por adquirido, isto é, como o texto literário se torna efetivamente signo. Os agenciamentos aqui estudados mostram duas maneiras diferentes de o fazer, uma tendendo para a organização de um território de leitura filtrado por um saber literário canónico, outra mais inclinada para uma leitura passional.