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Characterization of the major autolysin in Staphylococcus aureus

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Resumo:Para as células bacterianas crescerem e se dividirem, o peptidoglicano sofre clivagem por hidrolases específicas de modo a que novas subunidades possam ser incorporadas na parede celular. A hidrolase mais importante de Staphylococcus aureus, um agente patogénico humano oportunista, é a proteína bifuncional ATL composta por dois domínios, AM e GL, que são processados extracelularmente e se ligam à superfície da bactéria em locais precisos da superfície equatorial. Com base em observações que mostraram que para mutantes de atl, construídos em diferentes linhagens de S. aureus, a formação de biofilme não é em todos prejudicada, colocou-se a hipótese de que os papéis fisiológicos da ATL podem ser específicos da estirpe. Diferentes abordagens foram usadas para caracterizar a proteína ATL em diferentes estirpes de S. aureus: (i) o gene atl foi sequenciado com o intuito de encontrar diferenças de aminoácidos na proteína que poderiam alterar a atividade ou sofrer clivagem proteolítica diferente; (ii) analisou-se o tamanho das diferentes formas processadas do ATL, bem como o compartimento da célula em que o mesmo ocorre; (iii) a expressão de ATL foi analisada ao longo do tempo por Western Blot; (iv) determinou-se o impacto do DNA na atividade lítica do GL em células inativadas, na parede celular e no peptidoglicano, através de ensaios de lise com a proteína purificada GL. Os resultados obtidos permitiram identificar padrões distintos de expressão da proteína de ATL e clivagem proteolítica que pode ser a base para as diferenças fenotípicas primárias.
Autores principais:SILVA, Joana Filipa Gomes da
Assunto:Microbiologia médica Staphylococcus aureus Atividade lítica ATL Autolisina Proteínas
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Para as células bacterianas crescerem e se dividirem, o peptidoglicano sofre clivagem por hidrolases específicas de modo a que novas subunidades possam ser incorporadas na parede celular. A hidrolase mais importante de Staphylococcus aureus, um agente patogénico humano oportunista, é a proteína bifuncional ATL composta por dois domínios, AM e GL, que são processados extracelularmente e se ligam à superfície da bactéria em locais precisos da superfície equatorial. Com base em observações que mostraram que para mutantes de atl, construídos em diferentes linhagens de S. aureus, a formação de biofilme não é em todos prejudicada, colocou-se a hipótese de que os papéis fisiológicos da ATL podem ser específicos da estirpe. Diferentes abordagens foram usadas para caracterizar a proteína ATL em diferentes estirpes de S. aureus: (i) o gene atl foi sequenciado com o intuito de encontrar diferenças de aminoácidos na proteína que poderiam alterar a atividade ou sofrer clivagem proteolítica diferente; (ii) analisou-se o tamanho das diferentes formas processadas do ATL, bem como o compartimento da célula em que o mesmo ocorre; (iii) a expressão de ATL foi analisada ao longo do tempo por Western Blot; (iv) determinou-se o impacto do DNA na atividade lítica do GL em células inativadas, na parede celular e no peptidoglicano, através de ensaios de lise com a proteína purificada GL. Os resultados obtidos permitiram identificar padrões distintos de expressão da proteína de ATL e clivagem proteolítica que pode ser a base para as diferenças fenotípicas primárias.