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Organização do trabalho hospitalar e modos de envolvimento na ação nos serviços de medicina, cuidados paliativos e equipas de cuidados domiciliários no tratamento de doentes incuráveis na fase final da vida

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Resumo:Os cuidados de saúde orientados para o tratamento de doentes na fase final da vida, sob a forma de cuidados paliativos especializados ou das abordagens paliativas, apresentam múltiplos dilemas e desafios que conduziram, nas últimas décadas, a uma reorganização do trabalho hospitalar e domiciliário em função do número crescente de doentes com doença crónica e incurável, que já não responde a tratamentos curativos, e que requerem uma intervenção especializada no âmbito do Serviço Nacional de Saúde. Se, por um lado, a discussão sobre os cuidados paliativos tem lugar nas arenas públicas, através das reivindicações dos doentes, de interpostas pessoas e dos profissionais de saúde e da sua introdução nas políticas públicas, por outro lado, são as equipas de saúde, que interagem com os doentes na fase final da vida e procuram (re)organizar os seus quotidianos trabalho e envolver-se na ação com os doentes e com as suas famílias. Pretendemos, assim, com esta investigação contribuir para a compreensão do modo como os profissionais de saúde organizam os seus quotidianos de trabalho em função das trajetórias de final de vida dos doentes, assim como os modos de interação entre as diferentes carreiras pessoais, profissionais e de doença experienciadas pelos atores envolvidos nos cuidados de saúde e analisar os modos de envolvimento na ação assumidos pelos atores em contexto hospitalar e domiciliário de fim de vida, colocando o enfoque nos profissionais de saúde e nas suas competências críticas e de julgamento e nas diferentes formas de envolvimento e coordenação na ação. Os dados recolhidos seguiram os pressupostos de uma metodologia de caráter qualitativo através da realização de observação etnográfica em dois serviços de internamento em cuidados paliativos, assim como a realização de entrevistas a profissionais da enfermagem, da medicina e do serviço social que trabalham diretamente e em proximidade com doentes terminais e as suas famílias, quer em contexto de internamento hospitalar – cuidados paliativos e medicina interna –, quer em contexto de cuidados domiciliários
Autores principais:Vicente, Ana Inês Pedro Martins
Assunto:Cuidados paliativos Sociologia da saúde Sociologia pragmática Palliative care Sociology of health Pragmatic sociology
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Os cuidados de saúde orientados para o tratamento de doentes na fase final da vida, sob a forma de cuidados paliativos especializados ou das abordagens paliativas, apresentam múltiplos dilemas e desafios que conduziram, nas últimas décadas, a uma reorganização do trabalho hospitalar e domiciliário em função do número crescente de doentes com doença crónica e incurável, que já não responde a tratamentos curativos, e que requerem uma intervenção especializada no âmbito do Serviço Nacional de Saúde. Se, por um lado, a discussão sobre os cuidados paliativos tem lugar nas arenas públicas, através das reivindicações dos doentes, de interpostas pessoas e dos profissionais de saúde e da sua introdução nas políticas públicas, por outro lado, são as equipas de saúde, que interagem com os doentes na fase final da vida e procuram (re)organizar os seus quotidianos trabalho e envolver-se na ação com os doentes e com as suas famílias. Pretendemos, assim, com esta investigação contribuir para a compreensão do modo como os profissionais de saúde organizam os seus quotidianos de trabalho em função das trajetórias de final de vida dos doentes, assim como os modos de interação entre as diferentes carreiras pessoais, profissionais e de doença experienciadas pelos atores envolvidos nos cuidados de saúde e analisar os modos de envolvimento na ação assumidos pelos atores em contexto hospitalar e domiciliário de fim de vida, colocando o enfoque nos profissionais de saúde e nas suas competências críticas e de julgamento e nas diferentes formas de envolvimento e coordenação na ação. Os dados recolhidos seguiram os pressupostos de uma metodologia de caráter qualitativo através da realização de observação etnográfica em dois serviços de internamento em cuidados paliativos, assim como a realização de entrevistas a profissionais da enfermagem, da medicina e do serviço social que trabalham diretamente e em proximidade com doentes terminais e as suas famílias, quer em contexto de internamento hospitalar – cuidados paliativos e medicina interna –, quer em contexto de cuidados domiciliários