Publicação
RELAÇÕES DE COOPERAÇÃO ANGOLA - PORTUGAL
| Resumo: | As relações de cooperação entre Angola e Portugal enquadram-se num contexto histórico, sociocultural, político-diplomático, económico-comercial e, à luz da globalização, encontram-se ancoradas no paradigma institucionalista liberal com prevalência da interdependência complexa, onde o papel do Estado apesar de sentida como actor principal dessas relações, é notória uma participação inquestionável e activa de outros actores, desde particulares, não estatais, transnacionais e da sociedade civil, isto nos dois sentidos. Assim, esta investigação pretende emprestar seu enfoque analítico descritivo sobre as Relações de Cooperação Angola-Portugal, no período correspondente ao fim da guerra civil em Angola, em 2002 até aos tempos actuais. O trabalho procurará dar resposta aos factores que determinam e caracterizam as relações de Angola com Portugal percepcionadas como economicamente interdependentes e promotora de uma política externa pragmática entre ambos os Estados. A aferição da interdependência e do pragmatismo nas relações entre os dois actores foi sendo demonstrada pelo peso da balança de comércio dos dois lados, reforçada por intensas relações económicas, investimentos a todos os níveis, desde o micro aos VII macro negócios, pelo número de empresas e interesses dos dois lados, circulação de pessoas, bens e serviços com indicadores elevados de sensibilidade e vulnerabilidade entre os seus agentes, mesmo que vista como assimétrica com o peso favorecendo Portugal. Outrossim, a condução da política externa dos dois actores apesar de obedecer a um certo pragmatismo nas suas relações bilaterais, confirmada na consistência das acções político-diplomáticas, económico-comercias e sociais no período pós-independência, guerra civil e do pós-guerra civil/reconstrução e consolidação da paz, tem sido pouco articulada e compreendida na dinâmica da interdependência complexa. Daí a sustentação do argumento do trabalho segundo o qual entre Angola e Portugal existe uma crescente mútua dependência (interdependência) nas economias dos dois Estados, com impacto nas políticas domésticas e externas de cooperação dos dois países, reflectidas nos indicadores que cada estado acusa quanto aos factores de sensibilidade e vulnerabilidade resultantes dessa cooperação. |
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| Autores principais: | Tchivole, Tarcísio Afonso |
| Assunto: | Relações Angola Portugal Cooperação Política Externa Interdependência Cooperation Portuguese Relations Interdependence Foreign Policy |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | As relações de cooperação entre Angola e Portugal enquadram-se num contexto histórico, sociocultural, político-diplomático, económico-comercial e, à luz da globalização, encontram-se ancoradas no paradigma institucionalista liberal com prevalência da interdependência complexa, onde o papel do Estado apesar de sentida como actor principal dessas relações, é notória uma participação inquestionável e activa de outros actores, desde particulares, não estatais, transnacionais e da sociedade civil, isto nos dois sentidos. Assim, esta investigação pretende emprestar seu enfoque analítico descritivo sobre as Relações de Cooperação Angola-Portugal, no período correspondente ao fim da guerra civil em Angola, em 2002 até aos tempos actuais. O trabalho procurará dar resposta aos factores que determinam e caracterizam as relações de Angola com Portugal percepcionadas como economicamente interdependentes e promotora de uma política externa pragmática entre ambos os Estados. A aferição da interdependência e do pragmatismo nas relações entre os dois actores foi sendo demonstrada pelo peso da balança de comércio dos dois lados, reforçada por intensas relações económicas, investimentos a todos os níveis, desde o micro aos VII macro negócios, pelo número de empresas e interesses dos dois lados, circulação de pessoas, bens e serviços com indicadores elevados de sensibilidade e vulnerabilidade entre os seus agentes, mesmo que vista como assimétrica com o peso favorecendo Portugal. Outrossim, a condução da política externa dos dois actores apesar de obedecer a um certo pragmatismo nas suas relações bilaterais, confirmada na consistência das acções político-diplomáticas, económico-comercias e sociais no período pós-independência, guerra civil e do pós-guerra civil/reconstrução e consolidação da paz, tem sido pouco articulada e compreendida na dinâmica da interdependência complexa. Daí a sustentação do argumento do trabalho segundo o qual entre Angola e Portugal existe uma crescente mútua dependência (interdependência) nas economias dos dois Estados, com impacto nas políticas domésticas e externas de cooperação dos dois países, reflectidas nos indicadores que cada estado acusa quanto aos factores de sensibilidade e vulnerabilidade resultantes dessa cooperação. |
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