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Corpo, Imagem e Pensamento Coreográfico. Da Pesquisa Coreográfica Contemporânea Enquanto Discurso: Os Exemplos de Lisa Nelson, Mark Tompkins, Olga Mesa e João Fiadeiro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Chamei aos estúdios de dança e aos jogos neles praticados: «máquinas de pensamento coreográfico» e fui aferir da produção de pensamento coreográfico com quatro artistas. Colocámo-nos numa relação diferente da que tínhamos anteriormente (eles orientadores-investigadores em oficinas coreográficas e eu aluna-investigadora, coreógrafa, bailarina, mas também espectadora). Continuei a frequentar as suas propostas de investigação, assumi-me como testemunha e cúmplice desses processos, e finalmente tomei o papel da escrita, de um registo que não pretende reportar o «real», mas sim estar à altura do pensamento produzido e que se revelou importante na relação com as minhas próprias inquietações. A saber, das relações que o estúdio, o espelho e as câmaras estabelecem com o pensamento contemporâneo, em particular com o pensamento coreográfico; da passagem da dissolução à forma, e vice-versa, num dispositivo que envolve vários processos, níveis de atenção, de intensidade, de velocidade, de perspectiva. Estratos que se vão organizando em com-posições de relações de várias ordens. Considerei a ética de trabalho desenvolvida nalguns processos de pesquisa, uma «ginástica» do pensamento crítico e um reconhecimento do «político» - tal como é enunciado por André Lepecki em Coreopolítica e Coreopolícia (2011) – posto em «pensacção» dentro dos estúdios e levado, enquanto «arte» da atenção, para fora deles.
Autores principais:Coelho, Sílvia Tengner Barros Pinto
Assunto:Pensamento Coreográfico Pesquisa em Dança Contemporânea Casa-Espelho Estúdio, Dançar-Pensar Lisa Nelson Mark Tompkins Olga Mesa João Fiadeiro
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Chamei aos estúdios de dança e aos jogos neles praticados: «máquinas de pensamento coreográfico» e fui aferir da produção de pensamento coreográfico com quatro artistas. Colocámo-nos numa relação diferente da que tínhamos anteriormente (eles orientadores-investigadores em oficinas coreográficas e eu aluna-investigadora, coreógrafa, bailarina, mas também espectadora). Continuei a frequentar as suas propostas de investigação, assumi-me como testemunha e cúmplice desses processos, e finalmente tomei o papel da escrita, de um registo que não pretende reportar o «real», mas sim estar à altura do pensamento produzido e que se revelou importante na relação com as minhas próprias inquietações. A saber, das relações que o estúdio, o espelho e as câmaras estabelecem com o pensamento contemporâneo, em particular com o pensamento coreográfico; da passagem da dissolução à forma, e vice-versa, num dispositivo que envolve vários processos, níveis de atenção, de intensidade, de velocidade, de perspectiva. Estratos que se vão organizando em com-posições de relações de várias ordens. Considerei a ética de trabalho desenvolvida nalguns processos de pesquisa, uma «ginástica» do pensamento crítico e um reconhecimento do «político» - tal como é enunciado por André Lepecki em Coreopolítica e Coreopolícia (2011) – posto em «pensacção» dentro dos estúdios e levado, enquanto «arte» da atenção, para fora deles.