Publicação
Rumo a um mundo audiovisual acessível: uma introdução à audiodescrição na empresa Buggin Media
| Resumo: | Na sociedade em que vivemos, onde a comunicação é feita cada vez mais sobretudo através do audiovisual, torna-se necessário fazer deste meio mais inclusivo para que todos possam ter acesso a este direito básico que é obter informação. A tradução para o audiovisual serve de ponte neste processo através das diversas áreas que a compõem, sendo as principais e mais conhecidas a legendagem e a dobragem. No entanto, o ser humano não é homogéneo e existe uma variedade de público à qual o acesso à informação audiovisual é, de certo modo, negado, quando não se fornece serviços de acessibilidade em tradução, como por exemplo a tradaptação e a audiodescrição (AD). Por este motivo, venho, através deste relatório, explorar a área da acessibilidade em tradução audiovisual, com principal foco na forma como modalidade da audiodescrição é feita em empresas de tradução audiovisual, neste caso tendo como base de estudo a empresa Buggin Media, na qual foi realizado o presente estágio com duração de três meses. A audiodescrição, como o nome já nos dá pistas, consiste na descrição de elementos visuais necessários para o entendimento/melhor aproveitamento de um produto onde as onde a componente visual complementa o que é transmitido através da componente auditiva. Em tradução audiovisual, AD consiste na aplicação de faixas de áudio feitas através de um guião produzido por um audiodescritor que é inserido nos espaços de silêncio entre diálogos para uma melhor assimilação da narrativa, complementando a informação dada apenas através do áudio. Tem como principal público-alvo pessoas com níveis de visão baixos ou nulos, embora teóricos acreditem que possa ser um benefício para outros tipos de público. Deste modo, ao longo do relatório descrevi como decorreu a minha experiência de estágio como iniciante na área prática da tradução audiovisual (em audiodescrição, dobragem e legendagem), introduzi a área de audiodescrição nas suas submodalidades bem como o que a caracterizava e regulamentação desta área, e procurei encontrar resposta a como decorre o processo de audiodescrever numa empresa audiovisual, isto é, a criação do guião, a revisão e a gravação das faixas de áudio. Apresento ainda exemplos práticos de guiões de audiodescrição que desenvolvi de acordo com o modelo aplicado na empresa Buggin Media e faço uma reflexão sobre o estado da arte da AD em Portugal, abordando o tópico da divulgação desta prática pelo país, a formação em AD e a procura de feedback do consumidor como forma de desenvolver este serviço para que, deste modo, se siga rumo a um mundo audiovisual realmente acessível para toda a comunidade. |
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| Autores principais: | Medina, Mara Clementina Oliveira |
| Assunto: | Tradução audiovisual Audiodescrição Acessibilidade na tradução Acessibilidade nos Média Inclusão Audiodescrição Portugal Audiovisual translation Audio description Accessibility in translation Media Accessibility Inclusivity Audio description in Portugal |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Na sociedade em que vivemos, onde a comunicação é feita cada vez mais sobretudo através do audiovisual, torna-se necessário fazer deste meio mais inclusivo para que todos possam ter acesso a este direito básico que é obter informação. A tradução para o audiovisual serve de ponte neste processo através das diversas áreas que a compõem, sendo as principais e mais conhecidas a legendagem e a dobragem. No entanto, o ser humano não é homogéneo e existe uma variedade de público à qual o acesso à informação audiovisual é, de certo modo, negado, quando não se fornece serviços de acessibilidade em tradução, como por exemplo a tradaptação e a audiodescrição (AD). Por este motivo, venho, através deste relatório, explorar a área da acessibilidade em tradução audiovisual, com principal foco na forma como modalidade da audiodescrição é feita em empresas de tradução audiovisual, neste caso tendo como base de estudo a empresa Buggin Media, na qual foi realizado o presente estágio com duração de três meses. A audiodescrição, como o nome já nos dá pistas, consiste na descrição de elementos visuais necessários para o entendimento/melhor aproveitamento de um produto onde as onde a componente visual complementa o que é transmitido através da componente auditiva. Em tradução audiovisual, AD consiste na aplicação de faixas de áudio feitas através de um guião produzido por um audiodescritor que é inserido nos espaços de silêncio entre diálogos para uma melhor assimilação da narrativa, complementando a informação dada apenas através do áudio. Tem como principal público-alvo pessoas com níveis de visão baixos ou nulos, embora teóricos acreditem que possa ser um benefício para outros tipos de público. Deste modo, ao longo do relatório descrevi como decorreu a minha experiência de estágio como iniciante na área prática da tradução audiovisual (em audiodescrição, dobragem e legendagem), introduzi a área de audiodescrição nas suas submodalidades bem como o que a caracterizava e regulamentação desta área, e procurei encontrar resposta a como decorre o processo de audiodescrever numa empresa audiovisual, isto é, a criação do guião, a revisão e a gravação das faixas de áudio. Apresento ainda exemplos práticos de guiões de audiodescrição que desenvolvi de acordo com o modelo aplicado na empresa Buggin Media e faço uma reflexão sobre o estado da arte da AD em Portugal, abordando o tópico da divulgação desta prática pelo país, a formação em AD e a procura de feedback do consumidor como forma de desenvolver este serviço para que, deste modo, se siga rumo a um mundo audiovisual realmente acessível para toda a comunidade. |
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