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"Se bem me quer João, suas obras o dirão": Aproximações ao conceito de Obras de Majestade de D. João V

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação tem como objectivo a definição de um conceito: obras de majestade. Referenciado, porém sem definição teórica, tentamos no presente trabalho analisar alguns casos que permitam aferir o que compõe uma obra de majestade. Circunscrevendo-nos à cronologia do que pode ser lido como Barroco joanino, compreendendo o reinado de D. João V (1707-1750), inquirimos obras de diferentes tipologias, tentando identificar atributos que permitam estabelecer um conceito útil para a leitura deste tempo. Num percurso das Palavras aos Autores, da Casa à Rua, encontramos, como casos de estudo: o Vocabulário Portuguez e Latino (1712-1728) de Raphael Bluteau (1638-1734); a História Genealógica da Casa Real Portuguesa (1735-1748) de D. António Caetano de Sousa (1674-1759); e a Bibliotheca Lusitana (1741-1758) de Diogo Barbosa Machado (1682-1772). Paralela a essa preocupação com a produção académica, deparamo-nos com os restantes casos no espaço da cidade: o Aqueduto das Águas Livres (iniciado em 1713) e a Festa do Corpo de Deus (na reforma de 1719) constituem dois outros pontos de análise. Por último, abordamos o Palácio-Convento de Mafra (começado a construir em 1717), construção-síntese do conceito que aqui propomos.
Autores principais:Neto, André Filipe Carvalho Gomes
Assunto:Obras de Majestade Bibliotheca Lusitana Vocabulário Português e Latino História Genealógica da Casa Real Portuguesa Aqueduto das Águas Livres Corpus Christi Palácio-Convento de Mafra Águas Livres’ Aqueduct Corpus Christi Palace-Convent of Mafra Works of Majesty
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A presente dissertação tem como objectivo a definição de um conceito: obras de majestade. Referenciado, porém sem definição teórica, tentamos no presente trabalho analisar alguns casos que permitam aferir o que compõe uma obra de majestade. Circunscrevendo-nos à cronologia do que pode ser lido como Barroco joanino, compreendendo o reinado de D. João V (1707-1750), inquirimos obras de diferentes tipologias, tentando identificar atributos que permitam estabelecer um conceito útil para a leitura deste tempo. Num percurso das Palavras aos Autores, da Casa à Rua, encontramos, como casos de estudo: o Vocabulário Portuguez e Latino (1712-1728) de Raphael Bluteau (1638-1734); a História Genealógica da Casa Real Portuguesa (1735-1748) de D. António Caetano de Sousa (1674-1759); e a Bibliotheca Lusitana (1741-1758) de Diogo Barbosa Machado (1682-1772). Paralela a essa preocupação com a produção académica, deparamo-nos com os restantes casos no espaço da cidade: o Aqueduto das Águas Livres (iniciado em 1713) e a Festa do Corpo de Deus (na reforma de 1719) constituem dois outros pontos de análise. Por último, abordamos o Palácio-Convento de Mafra (começado a construir em 1717), construção-síntese do conceito que aqui propomos.