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Memória, hibridismo e subalternidade em O plantador de abóboras de Luís Cardoso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O romance O plantador de abóboras, de Luís Cardoso, apresenta-se como um extenso monólogo em prosa poética em que a narradora e protagonista entrelaça as suas vivências com as dos seus antepassados. A partir do testemunho ficcional, assiste-se à revisitação de um século de história de Timor-Leste e a uma textualização da mulher timorense, ambas marcadas pela violência dos ocupantes, dos resistentes e daqueles que exercem o poder. Ao eleger uma voz feminina, o escritor eleva a mulher do seu estatuto subalterno, tornando audível uma voz habitualmente silenciada por uma sociedade que tem perpetuado a sua invisibilidade. Com o presente artigo, propomo-nos abrir um espaço de reflexão em torno do lugar da memória na (re)escrita da história, dos conceitos de fronteira e de hibridez e das relações de género, à luz do pensamento pós-colonial, dos estudos culturais e dos estudos subalternos. O desenvolvimento da nossa análise tem como suporte os trabalhos de autores como Edward Said, Homi Bhabha e Gayatri Spivak.
Autores principais:Albino, Susete
Assunto:Literatura timorense Luís Cardoso Memória Hibridismo Subalternidade
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O romance O plantador de abóboras, de Luís Cardoso, apresenta-se como um extenso monólogo em prosa poética em que a narradora e protagonista entrelaça as suas vivências com as dos seus antepassados. A partir do testemunho ficcional, assiste-se à revisitação de um século de história de Timor-Leste e a uma textualização da mulher timorense, ambas marcadas pela violência dos ocupantes, dos resistentes e daqueles que exercem o poder. Ao eleger uma voz feminina, o escritor eleva a mulher do seu estatuto subalterno, tornando audível uma voz habitualmente silenciada por uma sociedade que tem perpetuado a sua invisibilidade. Com o presente artigo, propomo-nos abrir um espaço de reflexão em torno do lugar da memória na (re)escrita da história, dos conceitos de fronteira e de hibridez e das relações de género, à luz do pensamento pós-colonial, dos estudos culturais e dos estudos subalternos. O desenvolvimento da nossa análise tem como suporte os trabalhos de autores como Edward Said, Homi Bhabha e Gayatri Spivak.