Publicação
A ópera do futuro - a obra de arte na era da electricidade estética
| Resumo: | Quer do ponto de vista da criação convencional, quer do ponto de vista da criação tecno-artística, muito já mudou no que diz respeito genericamente ao espectáculo, em particular em relação ao drama, ou ao teatro e à «velha» ópera. Projectos de uma ópera do futuro, não só já existem, como já estão a ser realizados. Dado, portanto, que não se trata mais de uma ficção artístico-científica, há que pensar estes acontecimentos tentando encontrar uma visão antecipada das suas condições de produção e criação. Num momento assim serão inevitáveis os balanços e inevitáveis serão também visões sobre o presente que procuram a todo o custo confirmar nos seus sinais as antecipações de um futuro, ao mesmo tempo renascimento de uma esperança e vórtice no qual se precipitam os medos de todos os fins. Depois de a arte ter vivido uma verdadeira pulsão necrológica, anunciando repetidas vezes a sua própria morte e antecipando o seu próprio fim, eis que a questão parece surgir de novo, no momento em que as tecnologias digitais começam a interessar aos artistas e desse interesse começam a surgir obras - que, dadas as suas configurações necessariamente diferentes, voltam a levantar a questão de saber o que é e o que não é arte, desta vez não pela estranheza da estética perante atitudes desviantes e inovadoras dos artistas, mas pela alteração da natureza dos próprios artistas (aparentemente engenheiros-artistas), e pela natureza da própria técnica (que é uma tecnologia); ou seja, pela própria e mais radical questionação da natureza da autonomia da arte como campo que parece dissolver-se no da técnica. |
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| Autores principais: | Lopes, José Júlio Alves |
| Assunto: | Nova ópera Novas tecnologias Música Drama ópera Teoria da cultura Electricidade estética Music Opera Culture theory Aesthetic electricity |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Quer do ponto de vista da criação convencional, quer do ponto de vista da criação tecno-artística, muito já mudou no que diz respeito genericamente ao espectáculo, em particular em relação ao drama, ou ao teatro e à «velha» ópera. Projectos de uma ópera do futuro, não só já existem, como já estão a ser realizados. Dado, portanto, que não se trata mais de uma ficção artístico-científica, há que pensar estes acontecimentos tentando encontrar uma visão antecipada das suas condições de produção e criação. Num momento assim serão inevitáveis os balanços e inevitáveis serão também visões sobre o presente que procuram a todo o custo confirmar nos seus sinais as antecipações de um futuro, ao mesmo tempo renascimento de uma esperança e vórtice no qual se precipitam os medos de todos os fins. Depois de a arte ter vivido uma verdadeira pulsão necrológica, anunciando repetidas vezes a sua própria morte e antecipando o seu próprio fim, eis que a questão parece surgir de novo, no momento em que as tecnologias digitais começam a interessar aos artistas e desse interesse começam a surgir obras - que, dadas as suas configurações necessariamente diferentes, voltam a levantar a questão de saber o que é e o que não é arte, desta vez não pela estranheza da estética perante atitudes desviantes e inovadoras dos artistas, mas pela alteração da natureza dos próprios artistas (aparentemente engenheiros-artistas), e pela natureza da própria técnica (que é uma tecnologia); ou seja, pela própria e mais radical questionação da natureza da autonomia da arte como campo que parece dissolver-se no da técnica. |
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