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Migração silenciosa. Marcas do pensamento estético do Extremo Oriente na poesia portuguesa contemporânea

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na viragem do séc. XIX para o séc. XX, sobretudo através de Wenceslau de Moraes e de Camilo Pessanha, a literatura e a poesia portuguesas acompanharam o interesse pela poesia do Extremo Oriente que afectou igualmente outras literaturas europeias. Porém, uma influência mais alargada e regular apenas se consolidou desde a década de 1980 em diante. O conjunto de poetas envolvidos e a qualidade e continuidade da sua obra permite falar de uma migração silenciosa de preceitos formais, de obsessões temáticas e de modos de figuração oriundos da poesia chinesa e japonesa. Esse processo lento e subtil está a mudar a relação com a tradição poética e traz consigo novos modos de entender a escrita poética, que requerem a tentativa de leitura sistemática aqui conduzida. O pensamento Zen é igualmente analisado, dado ser claramente parte activa no interesse constante dos poetas portugueses contemporâneos pela poesia clássica e contemporânea escrita na China e no Japão.
Autores principais:Almeida, Ana Catarina Dias Nunes de
Assunto:Orientalismo Extremo-Oriente Zen Haiku Poesia Contemporânea
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Na viragem do séc. XIX para o séc. XX, sobretudo através de Wenceslau de Moraes e de Camilo Pessanha, a literatura e a poesia portuguesas acompanharam o interesse pela poesia do Extremo Oriente que afectou igualmente outras literaturas europeias. Porém, uma influência mais alargada e regular apenas se consolidou desde a década de 1980 em diante. O conjunto de poetas envolvidos e a qualidade e continuidade da sua obra permite falar de uma migração silenciosa de preceitos formais, de obsessões temáticas e de modos de figuração oriundos da poesia chinesa e japonesa. Esse processo lento e subtil está a mudar a relação com a tradição poética e traz consigo novos modos de entender a escrita poética, que requerem a tentativa de leitura sistemática aqui conduzida. O pensamento Zen é igualmente analisado, dado ser claramente parte activa no interesse constante dos poetas portugueses contemporâneos pela poesia clássica e contemporânea escrita na China e no Japão.