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Contributo para o Controlo Ativo de Perdas de Água - Rede de distribuição da cidade de Lisboa

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Resumo:A água é um recurso essencial à vida de todos os seres vivos, sendo que apenas 0,7% da água do planeta Terra está disponível para satisfazer várias das suas necessidades. Com o aumento populacional, verifica-se um aumento da competição por este recurso, tornando imperativo o seu uso sustentável. Os Sistemas de Abastecimento de Água (SAA) são a base para o acesso à água potável e devem ser extremamente eficientes para garantir a distribuição de água em quantidade e com a qualidade adequada aos diferentes usos. De acordo com a Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL), a nível mundial, os SAA chegam a ter valores médios de perdas de água na ordem dos 50%. No caso de Portugal, o paradigma é algo diferente - segundo a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), esses valores rondam, em média, os 30%. A presente dissertação tem como principal objetivo o estudo da problemática das perdas de água nos SAA. Será também realizada uma avaliação sobre o rumo que as entidades gestoras (EG) devem tomar para alcançar uma maior eficiência a este nível, através de melhores formas de identificação, gestão, diminuição, monitorização e controlo. Para tal, e considerando o caso de estudo da EPAL - no que se refere ao abastecimento da cidade de Lisboa - pretende-se analisar a metodologia adotada pela empresa para a diminuição de perdas de 23,5%, no ano de 2005, para 9,9%, no ano de 2019, de acordo com os dados do Sistema de Informação de Indicadores de Perdas de Água (SIIPA). Estes resultados foram obtidos com a implementação de Zonas de Monitorização e Controlo (ZMC) e monitorização contínua, através do software Water Optimization for Network Efficiency (WONE). As ZMC podem definir-se como uma área da rede de distribuição onde é possível avaliar os consumos de caudais contínuos de abastecimento. Esta avaliação é feita através de caudalímetros instalados à entrada e à saída de cada ZMC. Deste modo, existe uma monitorização constante e um potencial aumento da eficiência da entidade gestora, através do conhecimento da rede e do seu funcionamento, permitindo uma resposta rápida a problemas que possam vir a ser identificados. Através desta metodologia, a EPAL, em 13 anos e com um investimento de 62 milhões de euros, recuperou 157 hm3, traduzindo-se no valor monetário de 78 milhões de euros. Torna-se, assim, evidente que a implementação de ZMC e o controlo ativo de perdas (CAP) são mecanismos essenciais para combater os problemas ambientais, sociais e económicos que as entidades gestoras enfrentam.
Autores principais:Miguel, Rafael José Lopes
Assunto:Abastecimento de Água (SAA) Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL) Entidades Gestoras (EG) Controlo de Perdas Zonas de Monitorização e Controlo (ZMC)
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A água é um recurso essencial à vida de todos os seres vivos, sendo que apenas 0,7% da água do planeta Terra está disponível para satisfazer várias das suas necessidades. Com o aumento populacional, verifica-se um aumento da competição por este recurso, tornando imperativo o seu uso sustentável. Os Sistemas de Abastecimento de Água (SAA) são a base para o acesso à água potável e devem ser extremamente eficientes para garantir a distribuição de água em quantidade e com a qualidade adequada aos diferentes usos. De acordo com a Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL), a nível mundial, os SAA chegam a ter valores médios de perdas de água na ordem dos 50%. No caso de Portugal, o paradigma é algo diferente - segundo a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), esses valores rondam, em média, os 30%. A presente dissertação tem como principal objetivo o estudo da problemática das perdas de água nos SAA. Será também realizada uma avaliação sobre o rumo que as entidades gestoras (EG) devem tomar para alcançar uma maior eficiência a este nível, através de melhores formas de identificação, gestão, diminuição, monitorização e controlo. Para tal, e considerando o caso de estudo da EPAL - no que se refere ao abastecimento da cidade de Lisboa - pretende-se analisar a metodologia adotada pela empresa para a diminuição de perdas de 23,5%, no ano de 2005, para 9,9%, no ano de 2019, de acordo com os dados do Sistema de Informação de Indicadores de Perdas de Água (SIIPA). Estes resultados foram obtidos com a implementação de Zonas de Monitorização e Controlo (ZMC) e monitorização contínua, através do software Water Optimization for Network Efficiency (WONE). As ZMC podem definir-se como uma área da rede de distribuição onde é possível avaliar os consumos de caudais contínuos de abastecimento. Esta avaliação é feita através de caudalímetros instalados à entrada e à saída de cada ZMC. Deste modo, existe uma monitorização constante e um potencial aumento da eficiência da entidade gestora, através do conhecimento da rede e do seu funcionamento, permitindo uma resposta rápida a problemas que possam vir a ser identificados. Através desta metodologia, a EPAL, em 13 anos e com um investimento de 62 milhões de euros, recuperou 157 hm3, traduzindo-se no valor monetário de 78 milhões de euros. Torna-se, assim, evidente que a implementação de ZMC e o controlo ativo de perdas (CAP) são mecanismos essenciais para combater os problemas ambientais, sociais e económicos que as entidades gestoras enfrentam.