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A Basílica Patriarcal de D. João V (1716-1755)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao subir ao trono, em 1707, D. João V incrementou consideravelmente o investimento que desde a Restauração se vinha fazendo na Capela Real, edificada em 1640. Encetou-se uma empreitada, dividida em duas fases – 1707-1712 e 1712-1719 – incidindo na cabeceira e no corpo do templo, respetivamente. Simultaneamente, a Capela Real foi elevada a paróquia, a colegiada e, em 1716, a Basílica Patriarcal. Em troca de apoio militar, o Rei conseguira do papado a divisão de Lisboa e a criação de um Patriarca para capelão régio, à semelhança dos reis de Espanha, que desde o século XVI tinham um Patriarca por capelão. A liturgia e a organização da Cúria eram, porém, à maneira de Roma. A partir de 1719 os recursos deslocaram-se para outras empreitadas (nomeadamente Alcântara e Mafra) e, em 1739, materializou-se a longamente esperada renovação da Cúria e aplicação de uma vasta quantidade de recursos financeiros. No ano seguinte iniciaram-se novas obras – dirigidas, como anteriormente, por Ludovice – que incluíram intervenções nos principais pontos do templo, bem como no adjacente Palácio Patriarcal. Os trabalhos nunca se concluíram, pois o terramoto de 1755 ditou o desaparecimento do complexo.
Autores principais:Silva, André Duarte Martins da
Assunto:Patriarcal D. João V
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Ao subir ao trono, em 1707, D. João V incrementou consideravelmente o investimento que desde a Restauração se vinha fazendo na Capela Real, edificada em 1640. Encetou-se uma empreitada, dividida em duas fases – 1707-1712 e 1712-1719 – incidindo na cabeceira e no corpo do templo, respetivamente. Simultaneamente, a Capela Real foi elevada a paróquia, a colegiada e, em 1716, a Basílica Patriarcal. Em troca de apoio militar, o Rei conseguira do papado a divisão de Lisboa e a criação de um Patriarca para capelão régio, à semelhança dos reis de Espanha, que desde o século XVI tinham um Patriarca por capelão. A liturgia e a organização da Cúria eram, porém, à maneira de Roma. A partir de 1719 os recursos deslocaram-se para outras empreitadas (nomeadamente Alcântara e Mafra) e, em 1739, materializou-se a longamente esperada renovação da Cúria e aplicação de uma vasta quantidade de recursos financeiros. No ano seguinte iniciaram-se novas obras – dirigidas, como anteriormente, por Ludovice – que incluíram intervenções nos principais pontos do templo, bem como no adjacente Palácio Patriarcal. Os trabalhos nunca se concluíram, pois o terramoto de 1755 ditou o desaparecimento do complexo.