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Do Agrarismo ao Liberalismo. Francisco Soares Franco. Um pensamento crítico.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A referência obrigatória a Francisco Soares Franco em toda a lite­ ratura relativa à história da medicina em Portugal, e alusões avulsas, noutros ramos de actividade, sugerem a interrogação seguinte: que terá feito correr este Casapiano, professor em Medicina, deputado, mem­ bro de sociedades médicas e, em geral, «curioso» de outras matérias que vão desde a agricultura ao direito administrativo? O que se terá predisposto a alcançar num período de voraz autofagia política e ideo­ lógica, senão a busca do poder e da notoriedade? Terá sempre com­ preendido o seu país? Como foi apreciado e esquecido? Ao longo deste estudo tentámos compulsar a especificidade e representatividade dos meios e modos de acção e análises recolhíveis na neces­ sidade de sedimentar a profissão (ou profissões?). Bem assim, procurá­ mos perscrutar a incidência da formação médica de Soares Franco na apreciação que fez ao Portugal do seu tempo. Logo, colacionámos a eventual repercussão desse exercício na construção de uma carreira polí­ tica pelos canais de prestígio que despoletava e pela atitude pragmático-realista que lhe estava anexa... Em ambas, a visão do mundo de Soares Franco foi modelada pelo «filosofismo» setecentista. Modelação essa à qual a Universidade empres­ tou uma marca decisiva. Aliás, foi nos vectores do cientismo do saber iluminista e enciclo­ pédico que Soares Franco expressou um criticismo que o projectou para uma consciencialização liberal. Nesta, sem sombra de dúvida, a dimensionalidade das suas múltiplas dinâmicas, submetidas, por seu turno, à aposta inquestionável na razão, preenchiam todo um espaço cultural profundamente abrangente.
Autores principais:Câmara, Benedita Cardoso
Assunto:Ideias Políticas Liberalismo Soares Franco Agrarismo
Ano:1989
País:Portugal
Tipo de documento:livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A referência obrigatória a Francisco Soares Franco em toda a lite­ ratura relativa à história da medicina em Portugal, e alusões avulsas, noutros ramos de actividade, sugerem a interrogação seguinte: que terá feito correr este Casapiano, professor em Medicina, deputado, mem­ bro de sociedades médicas e, em geral, «curioso» de outras matérias que vão desde a agricultura ao direito administrativo? O que se terá predisposto a alcançar num período de voraz autofagia política e ideo­ lógica, senão a busca do poder e da notoriedade? Terá sempre com­ preendido o seu país? Como foi apreciado e esquecido? Ao longo deste estudo tentámos compulsar a especificidade e representatividade dos meios e modos de acção e análises recolhíveis na neces­ sidade de sedimentar a profissão (ou profissões?). Bem assim, procurá­ mos perscrutar a incidência da formação médica de Soares Franco na apreciação que fez ao Portugal do seu tempo. Logo, colacionámos a eventual repercussão desse exercício na construção de uma carreira polí­ tica pelos canais de prestígio que despoletava e pela atitude pragmático-realista que lhe estava anexa... Em ambas, a visão do mundo de Soares Franco foi modelada pelo «filosofismo» setecentista. Modelação essa à qual a Universidade empres­ tou uma marca decisiva. Aliás, foi nos vectores do cientismo do saber iluminista e enciclo­ pédico que Soares Franco expressou um criticismo que o projectou para uma consciencialização liberal. Nesta, sem sombra de dúvida, a dimensionalidade das suas múltiplas dinâmicas, submetidas, por seu turno, à aposta inquestionável na razão, preenchiam todo um espaço cultural profundamente abrangente.