Publicação

VIH/SIDA: conhecimentos, atitudes e práticas de prevenção dos utentes que procuram serviços de aconselhamento e testagem no município de Benguela, Angola.

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Introdução: A República de Angola é um país da costa ocidental de África com uma população estimada de 32,7 milhões de habitantes. Um número crescente de infeções causadas pelo Vírus da Imunodeficiência Humana/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida tem sido observado ao longo dos anos. Em Angola há cerca de 320.000 pessoas a viver com Vírus da Imunodeficiência Humana/ Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, anualmente são registadas cerca de 15.000 novas infeções e cerca de 13.000 mortes relacionadas com a doença. O país tem delineado um Programa Nacional de Combate ao Vírus da Imunodeficiência Humana/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Esta dissertação teve como objetivo caracterizar conhecimentos, atitudes e práticas de prevenção da infeção por Vírus da Imunodeficiência Humana em adultos que recorrem aos Serviços de Aconselhamento e Testagem do Vírus da Imunodeficiência Humana no município de Benguela, na província de Benguela, Angola. MATERIAS E MÉTODOS Aplicou-se um questionário por entrevista a indivíduos igual ou maiores 18 anos, utentes dos seis serviços de aconselhamento e testagem no município de Benguela, Angola. A colheita de dados decorreu de janeiro a abril de 2024. O investigador deslocou-se três vezes por semana a cada serviço de aconselhamento e testagem; nesses dias foram convidados a participar no estudo todos os utentes que recorreram ao serviço. O consentimento foi obtido de cada participante previamente. RESULTADOS: participaram 239 indivíduos, idade mínima 18 anos e máxima 62 anos, 55,1% com idade entre 18-27 anos, 67,8% do género feminino, 50,2% com o segundo ciclo de escolaridade. Conhecimentos: Transmissão: sexo vaginal 93,7%; sexo anal 60,6%; transfusão de sangue 92,2%; transmissão materno-fetal 82,6%; partilha de seringas 91,6%; picada de mosquito 9,8%; mãos sujas 4,3%; feitiçaria 3,7%. Sinais/sintomas: perda de peso 87,9%; diarreia 78,2%; febre 71,3%; tosse 57,1%. Prevenção: uso de preservativo masculino 88,1%; fidelidade 67,1%; evitar partilhar pratos/talheres 19,2%; lavar as mãos 19%; usar mosquiteiro 10,4%; chás 5,9%; vacinação 40,1%. Praticas de prevenção 48,9% nunca tiveram sexo com parceiro não habitual e 27,6% conhecem o resultado das análises dos parceiros sexuais. Antes da participação no estudo 57,2% tiveram um parceiro sexual e 11,8% tiverampelo menos dois parceiros sexuais diferentes.Tratamento: medicamentos 91,5%; chás 4,4%; higiene 26,6%; alimentação adequada 45,1%. CONCLUSÕES: A maioria dos entrevistados conhece as formas de transmissão do Vírus da Imunodeficiência Humano indica corretamente sinais e sintomas, conhece formas adequadas de prevenção e sabe que o tratamento é medicamentoso. Para prevenção, a maioria utiliza preservativo. Metade teve sexo com parceiro habitual e 1/10 tiveram mais de 2 parceiros nos quatro meses que antecederam o estudo. Ideias erradas relativamente a alguns destes itens devem ser esclarecidas em ações futuras de educação para a saúde.
Autores principais:MORAIS, Beatriz Fernanda
Assunto:Doenças tropicais Sida VIH Conhecimentos, atitudes e práticas Angola
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Resumo Introdução: A República de Angola é um país da costa ocidental de África com uma população estimada de 32,7 milhões de habitantes. Um número crescente de infeções causadas pelo Vírus da Imunodeficiência Humana/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida tem sido observado ao longo dos anos. Em Angola há cerca de 320.000 pessoas a viver com Vírus da Imunodeficiência Humana/ Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, anualmente são registadas cerca de 15.000 novas infeções e cerca de 13.000 mortes relacionadas com a doença. O país tem delineado um Programa Nacional de Combate ao Vírus da Imunodeficiência Humana/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Esta dissertação teve como objetivo caracterizar conhecimentos, atitudes e práticas de prevenção da infeção por Vírus da Imunodeficiência Humana em adultos que recorrem aos Serviços de Aconselhamento e Testagem do Vírus da Imunodeficiência Humana no município de Benguela, na província de Benguela, Angola. MATERIAS E MÉTODOS Aplicou-se um questionário por entrevista a indivíduos igual ou maiores 18 anos, utentes dos seis serviços de aconselhamento e testagem no município de Benguela, Angola. A colheita de dados decorreu de janeiro a abril de 2024. O investigador deslocou-se três vezes por semana a cada serviço de aconselhamento e testagem; nesses dias foram convidados a participar no estudo todos os utentes que recorreram ao serviço. O consentimento foi obtido de cada participante previamente. RESULTADOS: participaram 239 indivíduos, idade mínima 18 anos e máxima 62 anos, 55,1% com idade entre 18-27 anos, 67,8% do género feminino, 50,2% com o segundo ciclo de escolaridade. Conhecimentos: Transmissão: sexo vaginal 93,7%; sexo anal 60,6%; transfusão de sangue 92,2%; transmissão materno-fetal 82,6%; partilha de seringas 91,6%; picada de mosquito 9,8%; mãos sujas 4,3%; feitiçaria 3,7%. Sinais/sintomas: perda de peso 87,9%; diarreia 78,2%; febre 71,3%; tosse 57,1%. Prevenção: uso de preservativo masculino 88,1%; fidelidade 67,1%; evitar partilhar pratos/talheres 19,2%; lavar as mãos 19%; usar mosquiteiro 10,4%; chás 5,9%; vacinação 40,1%. Praticas de prevenção 48,9% nunca tiveram sexo com parceiro não habitual e 27,6% conhecem o resultado das análises dos parceiros sexuais. Antes da participação no estudo 57,2% tiveram um parceiro sexual e 11,8% tiverampelo menos dois parceiros sexuais diferentes.Tratamento: medicamentos 91,5%; chás 4,4%; higiene 26,6%; alimentação adequada 45,1%. CONCLUSÕES: A maioria dos entrevistados conhece as formas de transmissão do Vírus da Imunodeficiência Humano indica corretamente sinais e sintomas, conhece formas adequadas de prevenção e sabe que o tratamento é medicamentoso. Para prevenção, a maioria utiliza preservativo. Metade teve sexo com parceiro habitual e 1/10 tiveram mais de 2 parceiros nos quatro meses que antecederam o estudo. Ideias erradas relativamente a alguns destes itens devem ser esclarecidas em ações futuras de educação para a saúde.