Publicação
Aproveitamento de Resíduos Resultantes do Processo de Fabrico de Peças de alta Qualidade da Indústria Cerâmica
| Resumo: | Cada vez mais é habitual a incorporação de resíduos, ou produtos sem valor aparente, em materiais cerâmicos de modo a mitigar o desperdício e escassez de matérias-primas (neste caso a argila). Para além de se reduzir substancialmente a poluição que esses resíduos causam por serem encaminhados para aterros, ou queimados, a sua incorporação na matéria-prima também se vai refletir na diminuição do custo do produto final e, dependendo da proporção utilizada, estes materiais podem até apresentar características físicas e mecânicas mais favoráveis ao seu uso previsto. Este trabalho visa avaliar o resultado causado nas diversas características de provetes cerâmicos através da elaboração de várias misturas compostas por argila vermelha, argila cinzenta e diferentes percentagens de resíduos provenientes da Fábrica Vista Alegre Atlantis. Tanto as argilas como os resíduos utilizados foram previamente submetidos a processos de moagem de modo que a sua granulometria fosse inferior a 63 μm. Optou-se pela elaboração de 275 provetes cerâmicos em laboratório, sendo que estes se dividem em 11 composições distintas (25 provetes por composição). Os resíduos foram misturados tanto à argila vermelha como à argila cinzenta em função de 4 percentagens: 5%, 10%, 15%, 20%. Foram também elaborados provetes constituídos unicamente por argila vermelha, argila cinzenta e resíduos de produção de modo a serem utilizados como padrão. Todos os provetes cerâmicos feitos em laboratório foram, numa primeira fase, deixados a secar à temperatura ambiente visto que um arrefecimento muito brusco pode causar problemas na sua estrutura, como fissuração. Numa segunda fase foram introduzidos na estufa do laboratório a uma temperatura de 50 ºC, sendo que de seguida foram inseridos numa mufla e submetidos a uma cozedura a 1000 ºC. Por fim foram efetuados diversos ensaios tais como a resistência à flexão, a absorção de água e ensaio de determinação de cor. Foram posteriormente tratados todos os resultados obtidos, sendo que se pôde concluir que ambos os tipos de argila utilizados, as composições de 20% de resíduos apresentaram resultados satisfatórios e são bastante viáveis na grande maioria dos ensaios. É ainda de ressalvar que no caso dos provetes elaborados com base de argila cinzenta, a composição de 10% apresentou uma melhoria das características da composição padrão. |
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| Autores principais: | Baptista, Diogo Martins |
| Assunto: | Argila resíduos provetes cerâmicos incorporação matérias-primas |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Cada vez mais é habitual a incorporação de resíduos, ou produtos sem valor aparente, em materiais cerâmicos de modo a mitigar o desperdício e escassez de matérias-primas (neste caso a argila). Para além de se reduzir substancialmente a poluição que esses resíduos causam por serem encaminhados para aterros, ou queimados, a sua incorporação na matéria-prima também se vai refletir na diminuição do custo do produto final e, dependendo da proporção utilizada, estes materiais podem até apresentar características físicas e mecânicas mais favoráveis ao seu uso previsto. Este trabalho visa avaliar o resultado causado nas diversas características de provetes cerâmicos através da elaboração de várias misturas compostas por argila vermelha, argila cinzenta e diferentes percentagens de resíduos provenientes da Fábrica Vista Alegre Atlantis. Tanto as argilas como os resíduos utilizados foram previamente submetidos a processos de moagem de modo que a sua granulometria fosse inferior a 63 μm. Optou-se pela elaboração de 275 provetes cerâmicos em laboratório, sendo que estes se dividem em 11 composições distintas (25 provetes por composição). Os resíduos foram misturados tanto à argila vermelha como à argila cinzenta em função de 4 percentagens: 5%, 10%, 15%, 20%. Foram também elaborados provetes constituídos unicamente por argila vermelha, argila cinzenta e resíduos de produção de modo a serem utilizados como padrão. Todos os provetes cerâmicos feitos em laboratório foram, numa primeira fase, deixados a secar à temperatura ambiente visto que um arrefecimento muito brusco pode causar problemas na sua estrutura, como fissuração. Numa segunda fase foram introduzidos na estufa do laboratório a uma temperatura de 50 ºC, sendo que de seguida foram inseridos numa mufla e submetidos a uma cozedura a 1000 ºC. Por fim foram efetuados diversos ensaios tais como a resistência à flexão, a absorção de água e ensaio de determinação de cor. Foram posteriormente tratados todos os resultados obtidos, sendo que se pôde concluir que ambos os tipos de argila utilizados, as composições de 20% de resíduos apresentaram resultados satisfatórios e são bastante viáveis na grande maioria dos ensaios. É ainda de ressalvar que no caso dos provetes elaborados com base de argila cinzenta, a composição de 10% apresentou uma melhoria das características da composição padrão. |
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