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Portugal e Alemanha: o olhar colonial sobre a questão da "raça"

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho propõe uma reflexão sobre o olhar do colonizador português e alemão no que diz respeito à raça do Outro, durante os respectivos processos de colonização. O tema da raça foi largamente debatido na sociedade alemã, atendendo às proporções tomadas na sequência do Holocausto. Acreditamos ser importante estabelecer esta comparação das duas colonizações, de forma a compreendermos as bases do olhar sobre o Outro no caso alemão, bem como aprofundarmos a realidade do contacto com o Outro no caso português. Ao compararmos os dois casos, apesar de terem ocorrido em épocas distintas, verificamos um conjunto de semelhanças no discurso empregue, resultante da perspectivação do Outro e acima de tudo do Eu durante os contactos. O foco da nossa análise é colocado na ambiguidade presente nas referidas colonizações e na sua tendência a fantasiar e a hierarquizar o Outro.
Autores principais:Pereira, Natacha
Assunto:Portugal Alemanha Raça Colonialismo Colonialism Germany Race
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O presente trabalho propõe uma reflexão sobre o olhar do colonizador português e alemão no que diz respeito à raça do Outro, durante os respectivos processos de colonização. O tema da raça foi largamente debatido na sociedade alemã, atendendo às proporções tomadas na sequência do Holocausto. Acreditamos ser importante estabelecer esta comparação das duas colonizações, de forma a compreendermos as bases do olhar sobre o Outro no caso alemão, bem como aprofundarmos a realidade do contacto com o Outro no caso português. Ao compararmos os dois casos, apesar de terem ocorrido em épocas distintas, verificamos um conjunto de semelhanças no discurso empregue, resultante da perspectivação do Outro e acima de tudo do Eu durante os contactos. O foco da nossa análise é colocado na ambiguidade presente nas referidas colonizações e na sua tendência a fantasiar e a hierarquizar o Outro.