Publicação
O Plano de Criação. Ontologia da diferença e estética das intensidades em Gilles Deleuze
| Resumo: | Não é possível isolar em Deleuze a problematização filosófica da estética no conjunto de uma obra que une, consistentemente, filosofia e arte, estabelecendo a sua singularidade numa fabricação incessante de relações na fractalidade dos planos. Tomamos como linha condutora de aproximação à obra a ideia de construção de um plano próprio de criação no qual o acto criativo encontraria as suas condições de potência, considerando, do lado da criação, a expressão estética e, do lado do próprio, o fulcro de uma ontologia. Neste plano de imanência coexistem o próprio do pensamento, da criação e da sensibilidade com o engendramento simultâneo dos processos singulares e das entidades dele resultantes. O engendramento do plano não é separável do processo da criação nas condições da experiência real. Deleuze recusou toda a espécie de transcendência afirmando a imanência própria de um plano de criação, desfazendo as formas organizadas sujeito, autor, consciência, percepção, representação em prol de um regime de experimentação que emerge do sub-representativo e que corresponde à transformação estética da experiência. O nosso trabalho pretende segui-lo na composição da paisagem de uma outra imagem do pensamento não separável de uma sensibilidade a engendrar a múltiplas velocidades, arrostando a criação do que designou por novas condições perceptivas, porque, finalmente, é na ultrapassagem dos limiares perceptivos extensivos, a favor da compreensão em intensidade, que o plano de imanência se traça, como condição de toda a experimentação estética. |
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| Autores principais: | Pacheco, Maria Isabel da Costa Reis Monteiro |
| Assunto: | Pensamento e experiência da diferença Individuação Intensidade Ser do sensível Imanência Autonomização da expressão Sensação e composição estética Plano de criação Thought and experience of the difference Individuation Intensity Being of the sensible Immanence Autonomy of expression Sensation and aesthetic composition Creative plane |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Não é possível isolar em Deleuze a problematização filosófica da estética no conjunto de uma obra que une, consistentemente, filosofia e arte, estabelecendo a sua singularidade numa fabricação incessante de relações na fractalidade dos planos. Tomamos como linha condutora de aproximação à obra a ideia de construção de um plano próprio de criação no qual o acto criativo encontraria as suas condições de potência, considerando, do lado da criação, a expressão estética e, do lado do próprio, o fulcro de uma ontologia. Neste plano de imanência coexistem o próprio do pensamento, da criação e da sensibilidade com o engendramento simultâneo dos processos singulares e das entidades dele resultantes. O engendramento do plano não é separável do processo da criação nas condições da experiência real. Deleuze recusou toda a espécie de transcendência afirmando a imanência própria de um plano de criação, desfazendo as formas organizadas sujeito, autor, consciência, percepção, representação em prol de um regime de experimentação que emerge do sub-representativo e que corresponde à transformação estética da experiência. O nosso trabalho pretende segui-lo na composição da paisagem de uma outra imagem do pensamento não separável de uma sensibilidade a engendrar a múltiplas velocidades, arrostando a criação do que designou por novas condições perceptivas, porque, finalmente, é na ultrapassagem dos limiares perceptivos extensivos, a favor da compreensão em intensidade, que o plano de imanência se traça, como condição de toda a experimentação estética. |
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