Publicação
Batalha de Aljubarrota: Novos elementos interpretativos
| Resumo: | Ao cair da tarde de 14 de agosto de 1385, firmou-se no planalto de São Jorge a Batalha de Aljubarrota. A hoste anglo-portuguesa defrontara uma poderosa coligação franco-castelhana pela pretensão à coroa de Portugal, tendo alcançado uma derradeira vitória. Durante os séculos que se seguiram, os ecos de Aljubarrota mantiveram o episódio na memória dos portugueses. O estudo desta batalha ficara circunscrito às reflexões e reconstituições teóricas assentes em fontes documentais. No entanto, a partir de meados do século XX, com os primeiros ensaios arqueológicos no campo de batalha, a investigação sobre Aljubarrota adquire novos contornos, mais profundos e incisivos. O recorrente recurso a novos métodos e equipamento científico nos trabalhos de campo tem motivado novas teorizações e reformulações, mais distantes das anteriormes, tendo em vista uma maior aproximação à realidade dos acontecimentos. No seguimento deste conjunto de novos trabalhos de ordem prática, foi proposto para dissertação de doutoramento em arqueologia, a continuidade das sondagens no terreno. Tendo a hoste portuguesa sido disposta em dois locais distintos no dia batalha, um primeiro local apenas de avistamento e um segundo de confrontação, optámos por limitar a análise a uma destas posições. Os anteriores trabalhos arqueológicos centraram-se na segunda posição, a qual constitui o campo de batalha, o que nos influenciou a investigar, com semelhante metodologia e igual rigor, a primeira posição portuguesa em São Jorge. O presente projeto tenta, deste modo, identificar novos elementos interpretativos que permitam alargar a compreensão tática que envolvera duas posições num mesmo terreno, cada uma com o seu propósito mas partilhando do mesmo objetivo: obter uma vitória retumbante através de uma batalha campal. |
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| Autores principais: | Pires, Nuno Filipe Poínhas |
| Assunto: | Batalha Aljubarrota Medieval Arqueologia Battle Archaeology |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Ao cair da tarde de 14 de agosto de 1385, firmou-se no planalto de São Jorge a Batalha de Aljubarrota. A hoste anglo-portuguesa defrontara uma poderosa coligação franco-castelhana pela pretensão à coroa de Portugal, tendo alcançado uma derradeira vitória. Durante os séculos que se seguiram, os ecos de Aljubarrota mantiveram o episódio na memória dos portugueses. O estudo desta batalha ficara circunscrito às reflexões e reconstituições teóricas assentes em fontes documentais. No entanto, a partir de meados do século XX, com os primeiros ensaios arqueológicos no campo de batalha, a investigação sobre Aljubarrota adquire novos contornos, mais profundos e incisivos. O recorrente recurso a novos métodos e equipamento científico nos trabalhos de campo tem motivado novas teorizações e reformulações, mais distantes das anteriormes, tendo em vista uma maior aproximação à realidade dos acontecimentos. No seguimento deste conjunto de novos trabalhos de ordem prática, foi proposto para dissertação de doutoramento em arqueologia, a continuidade das sondagens no terreno. Tendo a hoste portuguesa sido disposta em dois locais distintos no dia batalha, um primeiro local apenas de avistamento e um segundo de confrontação, optámos por limitar a análise a uma destas posições. Os anteriores trabalhos arqueológicos centraram-se na segunda posição, a qual constitui o campo de batalha, o que nos influenciou a investigar, com semelhante metodologia e igual rigor, a primeira posição portuguesa em São Jorge. O presente projeto tenta, deste modo, identificar novos elementos interpretativos que permitam alargar a compreensão tática que envolvera duas posições num mesmo terreno, cada uma com o seu propósito mas partilhando do mesmo objetivo: obter uma vitória retumbante através de uma batalha campal. |
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