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Apresentação - O fim do humor?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Historicamente, o humor tem sido uma força vital em tempos de crise, funcionando como refúgio de lucidez e mecanismo de resistência diante de perseguições e opressões. Em regimes autoritários como a Alemanha nazista e a União Soviética, o riso persistiu como forma de crítica social e defesa da liberdade, mostrando-se essencial para preservar a sanidade e estimular o pensamento independente. Hoje, estudiosos continuam a destacar sua relevância: o humor promove a dúvida, base do pensamento crítico, e fortalece a liberdade. No entanto, a relação entre humor e liberdade é complexa, pois os “inimigos do riso” não estão apenas fora, mas também dentro de nós, nos medos que limitam nossa expressão. Nesse cenário, o humor autocrítico – presente na sátira, na ironia surge como ferramenta poderosa para enfrentar tais medos e reconciliar o riso com ética e liberdade. Inspirado pela frase de Amos Oz, que associa fanatismo à ausência de humor, o dossiê questiona se estamos diante do fim do riso. Em um mundo marcado por guerras, ataques às democracias, polarização, crise ambiental e incertezas, o humor permanece indispensável como instrumento de enfrentamento e reflexão. O dossiê reúne pesquisadores de diversas áreas para aprofundar o debate sobre o papel do humor como resistência e crítica em tempos de crise global.
Autores principais:Ferreira, João Pedro Rosa
Outros Autores:Chouitem, Dorothée; Vieira, Thaís L.
Assunto:Humor História Linguagens
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Historicamente, o humor tem sido uma força vital em tempos de crise, funcionando como refúgio de lucidez e mecanismo de resistência diante de perseguições e opressões. Em regimes autoritários como a Alemanha nazista e a União Soviética, o riso persistiu como forma de crítica social e defesa da liberdade, mostrando-se essencial para preservar a sanidade e estimular o pensamento independente. Hoje, estudiosos continuam a destacar sua relevância: o humor promove a dúvida, base do pensamento crítico, e fortalece a liberdade. No entanto, a relação entre humor e liberdade é complexa, pois os “inimigos do riso” não estão apenas fora, mas também dentro de nós, nos medos que limitam nossa expressão. Nesse cenário, o humor autocrítico – presente na sátira, na ironia surge como ferramenta poderosa para enfrentar tais medos e reconciliar o riso com ética e liberdade. Inspirado pela frase de Amos Oz, que associa fanatismo à ausência de humor, o dossiê questiona se estamos diante do fim do riso. Em um mundo marcado por guerras, ataques às democracias, polarização, crise ambiental e incertezas, o humor permanece indispensável como instrumento de enfrentamento e reflexão. O dossiê reúne pesquisadores de diversas áreas para aprofundar o debate sobre o papel do humor como resistência e crítica em tempos de crise global.