Publicação
Desenvolvimento e otimização de um biossensor de infeções por Staphylococcus aureus usando proteínas recombinantes
| Resumo: | Staphylococcus aureus é um agente patogénico oportunista com elevada capacidade de adaptação a diferentes ambientes, causando um número significativo de infeções, a nível hospitalar e na comunidade, com elevadas taxas de mortalidade e morbilidade. S. aureus tem também a capacidade de adquirir de terminantes de resistência aos antibióticos existentes, sendo dos agentes patogénicos mais importantes a nível clínico. Desta forma, são necessários métodos eficientes para a deteção de S. aureus, permitindo tratamento direcionado, e eliminando a utilização inapropriada de antibióticos. O objetivo desta tese foi o desenvolvimento de um biossensor, baseado na proteína Lisostafina, de forma a detetar especifica mente S. aureus, em amostras clínicas. A Lisostafina é composta por um domínio de ligação ao pepti doglicano, e um domínio catalítico, ambos com a capacidade de interagir com o peptidoglicano de S. aureus. Diferentes proteínas recombinantes foram construídas e sobre-expressas de forma a testar cada um dos domínios da Lisostafina, individualmente. O domínio catalítico associado a uma cisteína termi nal (Proteína Domínio Catalítico-Cys) demonstrou, relativamente às restantes proteínas recombinantes, elevada especificidade de ligação a células de S. aureus, não tendo capacidade de ligação às restantes espécies bacterianas testadas, e também capacidade hidrolítica reduzida comparativamente à Lisostafina ou ao Domínio Catalítico. Estas características levaram a que a proteína Domínio Catalítico-Cys fosse escolhida para utilização no biossensor. O protótipo do biossensor foi montado, através da imobilização da proteína num suporte de vidro e a deteção foi realizada usando cristal líquido nemático 5CB e um microscópio de luz polarizada. Este protótipo permitiu diferenciar S. aureus de Escherichia coli, Staphylococcus epidermidis e Staphylococcus haemolyticus. No futuro, será avaliada a capacidade de deteção de muropéptidos, de diferentes microrganismos, e posteriormente, a funcionalidade do biossen sor na prática clínica, através do uso de amostras biológicas. |
|---|---|
| Autores principais: | Ganhão, Pedro Miguel Reis |
| Assunto: | Staphylococcus aureus Peptidoglicano Lisostafina Domínio Catalítico Biossensor |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Staphylococcus aureus é um agente patogénico oportunista com elevada capacidade de adaptação a diferentes ambientes, causando um número significativo de infeções, a nível hospitalar e na comunidade, com elevadas taxas de mortalidade e morbilidade. S. aureus tem também a capacidade de adquirir de terminantes de resistência aos antibióticos existentes, sendo dos agentes patogénicos mais importantes a nível clínico. Desta forma, são necessários métodos eficientes para a deteção de S. aureus, permitindo tratamento direcionado, e eliminando a utilização inapropriada de antibióticos. O objetivo desta tese foi o desenvolvimento de um biossensor, baseado na proteína Lisostafina, de forma a detetar especifica mente S. aureus, em amostras clínicas. A Lisostafina é composta por um domínio de ligação ao pepti doglicano, e um domínio catalítico, ambos com a capacidade de interagir com o peptidoglicano de S. aureus. Diferentes proteínas recombinantes foram construídas e sobre-expressas de forma a testar cada um dos domínios da Lisostafina, individualmente. O domínio catalítico associado a uma cisteína termi nal (Proteína Domínio Catalítico-Cys) demonstrou, relativamente às restantes proteínas recombinantes, elevada especificidade de ligação a células de S. aureus, não tendo capacidade de ligação às restantes espécies bacterianas testadas, e também capacidade hidrolítica reduzida comparativamente à Lisostafina ou ao Domínio Catalítico. Estas características levaram a que a proteína Domínio Catalítico-Cys fosse escolhida para utilização no biossensor. O protótipo do biossensor foi montado, através da imobilização da proteína num suporte de vidro e a deteção foi realizada usando cristal líquido nemático 5CB e um microscópio de luz polarizada. Este protótipo permitiu diferenciar S. aureus de Escherichia coli, Staphylococcus epidermidis e Staphylococcus haemolyticus. No futuro, será avaliada a capacidade de deteção de muropéptidos, de diferentes microrganismos, e posteriormente, a funcionalidade do biossen sor na prática clínica, através do uso de amostras biológicas. |
|---|