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Perceção de risco de queda em ambiente domiciliário: implicações para a promoção e educação em saúde da pessoa idosa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:RESUMO - Introdução: A mudança do perfil demográfico mundial face a crescimento exponencial da população idosa coloca novos desafios à pessoa idosa no seu ambiente domiciliário. O ambiente físico pode representar fator de risco para o ser humano que ali vive. Um dos principais eventos que acometem essa faixa etária é a Queda. Os julgamentos e avaliações das pessoas sobre os perigos a que estão ou podem estar expostas no seu ambiente são designados por perceção do risco. As perceções de risco orientam as decisões sobre a aceitabilidade do risco e é uma influência central nos comportamentos antes, durante e depois de uma queda. Partindo da exploração da percepção do risco e de experiências relativas à saúde e do evento de queda, assim como das práticas preventivas no seu ambiente domiciliário, pretende-se dar um contributo para a promoção da saúde e prevenção de quedas, através de orientações para uma abordagem educativa da pessoa idosa. Material e Métodos: Estudo de abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, com recurso à realização de entrevistas-semiestruturadas e aplicação de vinhetas numa amostra de conveniência. A análise de dados focou-se no método de análise de conteúdo, triangulada com os dados da entrevista e identificação dos riscos, tendo por base as situações nas vinhetas. Resultados: A amostra contou com 10 pessoas idosas com idade média de 75,4 anos, sendo a maioria do sexo feminino e todos caidores, à exceção de uma pessoa idosa. Os participantes vivem em habitações de caracter social em vários bairros da área metropolitana de Lisboa, onde o tempo de permanência varia entre os 21 e os 50 anos. A codificação e a interpretação dos dados resultaram em três categorias temáticas: “Um Corpo (In) Capaz de Ser Saudável”; “A Queda, Perceção do Risco e a Vulnerabilidade no Espaço de Vida” e por último, o “Ser Capaz de Agir no Espaço de Vida”. Conclusões: De uma forma geral, a saúde assume o valor de uma capacidade, do desempenho da pessoa idosa num determinado ambiente. O risco percebido de queda é constituído ao longo do tempo e num espaço, onde as experiências e vivências de cada um contribuem para um significado único num dado contexto. A percepção do risco sustenta a ação em saúde. Este estudo realça a importância da abordagem educativa para a promoção da saúde e prevenção de quedas ser centrada na pessoa e no contexto e tendo por base a construção do conhecimento desencadeada pelo recurso às significações da pessoa idosa que têm como suporte as suas ações.
Autores principais:Luz, Ângela Maria Pereira da
Assunto:Percepção de Risco de Queda Envelhecimento Acidente por Queda Prevenção de Quedas Fall Risk Perception Aging Accidental Falls Fall Prevention
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:RESUMO - Introdução: A mudança do perfil demográfico mundial face a crescimento exponencial da população idosa coloca novos desafios à pessoa idosa no seu ambiente domiciliário. O ambiente físico pode representar fator de risco para o ser humano que ali vive. Um dos principais eventos que acometem essa faixa etária é a Queda. Os julgamentos e avaliações das pessoas sobre os perigos a que estão ou podem estar expostas no seu ambiente são designados por perceção do risco. As perceções de risco orientam as decisões sobre a aceitabilidade do risco e é uma influência central nos comportamentos antes, durante e depois de uma queda. Partindo da exploração da percepção do risco e de experiências relativas à saúde e do evento de queda, assim como das práticas preventivas no seu ambiente domiciliário, pretende-se dar um contributo para a promoção da saúde e prevenção de quedas, através de orientações para uma abordagem educativa da pessoa idosa. Material e Métodos: Estudo de abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, com recurso à realização de entrevistas-semiestruturadas e aplicação de vinhetas numa amostra de conveniência. A análise de dados focou-se no método de análise de conteúdo, triangulada com os dados da entrevista e identificação dos riscos, tendo por base as situações nas vinhetas. Resultados: A amostra contou com 10 pessoas idosas com idade média de 75,4 anos, sendo a maioria do sexo feminino e todos caidores, à exceção de uma pessoa idosa. Os participantes vivem em habitações de caracter social em vários bairros da área metropolitana de Lisboa, onde o tempo de permanência varia entre os 21 e os 50 anos. A codificação e a interpretação dos dados resultaram em três categorias temáticas: “Um Corpo (In) Capaz de Ser Saudável”; “A Queda, Perceção do Risco e a Vulnerabilidade no Espaço de Vida” e por último, o “Ser Capaz de Agir no Espaço de Vida”. Conclusões: De uma forma geral, a saúde assume o valor de uma capacidade, do desempenho da pessoa idosa num determinado ambiente. O risco percebido de queda é constituído ao longo do tempo e num espaço, onde as experiências e vivências de cada um contribuem para um significado único num dado contexto. A percepção do risco sustenta a ação em saúde. Este estudo realça a importância da abordagem educativa para a promoção da saúde e prevenção de quedas ser centrada na pessoa e no contexto e tendo por base a construção do conhecimento desencadeada pelo recurso às significações da pessoa idosa que têm como suporte as suas ações.