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Figura - Política e Ontologia do Movimento no Pensamento de Gilles Deleuze

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo ocupa-se do quase-conceito de «movimento» tal como Gilles Deleuze o concebe, i.e., integralmente relativo a uma Figura «em vias de fazer-se ou de desfazer-se», de repropor a sua indecidível aporia. O essencial do problema deve compreender-se em sede de «recomeço», a Figura recomeça, i.e., concerne, ou confunde-se, com uma injunção re-iterativa de inicialidade. Consideramos duas linhas de sentido: 1) a Figura de que é questão coincide com uma determinação do existente humano, i.e., de um existente em «diferendo consigo» (én diaphérein éautṓ), de cada vez «em vias de» perder, de «desapossar» a espécie, uma anterioridade ideal, prototípica que o enforme. Nestas condições, a Figura que nos deve ocupar não é, jamais, «uma», mas «mais de uma», um interminável cortejo de avatares, de figuras, Mártir, Falsário, Ninguém, uma «abertura» fundamental; 2) uma Figura desta natureza não é sem desejo de território, de cidade, de recomeço da cidade para além de qualquer espécie de cidade satisfeita, idêntica a si, de «princípio» de cidade, entenda-se, e de acesso à cidade, princípio de solo, de sangue: a Figura não é, em suma, sem desejo de uma outra cidade e de um outro modo de estar com o «outro» na cidade, i.e., a partir de uma separação, da sobrevivência de um «em-comum» pensado a partir da separação, do absoluto, da irredutibilidade do «outro», do seu segredo.
Autores principais:Silva, Diogo Emanuel da Nóbrega e
Assunto:Figura Movimento Aberto Potência Jogo Política Ontologia Deleuze Figure Mouvement Open Power Game Politics Ontology
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Este estudo ocupa-se do quase-conceito de «movimento» tal como Gilles Deleuze o concebe, i.e., integralmente relativo a uma Figura «em vias de fazer-se ou de desfazer-se», de repropor a sua indecidível aporia. O essencial do problema deve compreender-se em sede de «recomeço», a Figura recomeça, i.e., concerne, ou confunde-se, com uma injunção re-iterativa de inicialidade. Consideramos duas linhas de sentido: 1) a Figura de que é questão coincide com uma determinação do existente humano, i.e., de um existente em «diferendo consigo» (én diaphérein éautṓ), de cada vez «em vias de» perder, de «desapossar» a espécie, uma anterioridade ideal, prototípica que o enforme. Nestas condições, a Figura que nos deve ocupar não é, jamais, «uma», mas «mais de uma», um interminável cortejo de avatares, de figuras, Mártir, Falsário, Ninguém, uma «abertura» fundamental; 2) uma Figura desta natureza não é sem desejo de território, de cidade, de recomeço da cidade para além de qualquer espécie de cidade satisfeita, idêntica a si, de «princípio» de cidade, entenda-se, e de acesso à cidade, princípio de solo, de sangue: a Figura não é, em suma, sem desejo de uma outra cidade e de um outro modo de estar com o «outro» na cidade, i.e., a partir de uma separação, da sobrevivência de um «em-comum» pensado a partir da separação, do absoluto, da irredutibilidade do «outro», do seu segredo.