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As personagens e as relações laborais em Terra Morta

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação tem como objeto de estudo Terra Morta, romance de Castro Soromenho, integrado na categoria de literatura colonial, que retrata as consequências da colonização portuguesa na perspetiva crítica do autor, o primeiro romancista neorrealista e um dos primeiros expoentes da novelística angolana. Apresentar-se-á a trajetória pessoal e intelectual do escritor, integrado no contexto histórico-cultural africano, cujo papel é o de denunciar a exploração do homem pelo homem numa sociedade hierarquizada em que se salienta, em contrapartida, o papel subalterno dos negros e mulatos. Analisar-se-á como este facto se concretiza na narrativa, mais precisamente a forma como vai surgindo a história, o tempo e o espaço privilegiados, o modo como as personagens são apresentadas e caracterizadas na interação com o espaço físico e social. Tudo se passa em Camaxilo, no nordeste de Angola, onde se reflete a dor e a violência exercida pelo homem branco ao negro angolano, sobretudo mulheres indefesas, negras e mulatas, à mercê dos homens brancos numa relação de subordinação a vários níveis: social, económico, político e sexual. Desta forma se vai desenhando a fragmentação e destruição da identidade dos povos, vítimas da colonização portuguesa.
Autores principais:Lopes, Adelaide Maria Alves Ribeiro
Assunto:Terra Morta Relação laboral Neorrealismo Colonialismo Camaxilo Identidade Neorrealism Colonialism Identity
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Esta dissertação tem como objeto de estudo Terra Morta, romance de Castro Soromenho, integrado na categoria de literatura colonial, que retrata as consequências da colonização portuguesa na perspetiva crítica do autor, o primeiro romancista neorrealista e um dos primeiros expoentes da novelística angolana. Apresentar-se-á a trajetória pessoal e intelectual do escritor, integrado no contexto histórico-cultural africano, cujo papel é o de denunciar a exploração do homem pelo homem numa sociedade hierarquizada em que se salienta, em contrapartida, o papel subalterno dos negros e mulatos. Analisar-se-á como este facto se concretiza na narrativa, mais precisamente a forma como vai surgindo a história, o tempo e o espaço privilegiados, o modo como as personagens são apresentadas e caracterizadas na interação com o espaço físico e social. Tudo se passa em Camaxilo, no nordeste de Angola, onde se reflete a dor e a violência exercida pelo homem branco ao negro angolano, sobretudo mulheres indefesas, negras e mulatas, à mercê dos homens brancos numa relação de subordinação a vários níveis: social, económico, político e sexual. Desta forma se vai desenhando a fragmentação e destruição da identidade dos povos, vítimas da colonização portuguesa.