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“O litoral norte de Moçambique e o milagre que não aconteceu” A incapacidade portuguesa de conquistar um território entre 1850-1900

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Resumo:A presente dissertação terá como grande objetivo, compreender e explicitar a posição estratégica, em correlação com as lógicas geográficas do litoral moçambicano, relacionando com os esforços diplomáticos e militares portugueses em contexto de afirmação de soberania, entre os períodos de 1850-1900. Urge responder como grande ponto de partida, o quão significativa terá sido o elemento geográfico nos ritmos de ocupação no território colonial moçambicano e nas lógicas que vigoraram no pensamento estratégico português, naturalmente correlacionando com as extremidades e os ritmos distintos de ocupação do espaço. A escolha deste arco cronológico em particular, prende-se por ser um período caracterizado pelas acelerações na ocupação do espaço africano, por parte das diversas potências europeias, suscitando não só situações de competição e conflito, não só entre europeus e africanos, mas entre os diversos impérios, dos quais Portugal se incluiria. Na realidade portuguesa, tal como as demais, o período é marcado por fortes alterações na sociedade portuguesa, em particular na sua estrutura política. Como referido, estas alterações não vão estar alienadas da realidade colonial, ao qual, como é sabido, as questões dos vários tratados entre as forças coloniais, serão dos mais marcantes na sociedade do período. Coincidente com o período, a situação política referida, foi importante numa das três vertentes que se pretendia explorar neste trabalho. Como primeiro aspeto de relevo, o trabalho com a geografia, irá ser focado numa análise de todos os aspetos geográficos da região, tentando correlacionar estes aspetos com o pensamento político, procurando encontrar relações e tentar entender as lógicas dos já referidos interesses políticos e os motivos de algumas destas disputas. Acabando por correlacioná-lo com as populações, territórios e interesses que vigoravam até então. O segundo aspeto em que focaremos encontra-se no capítulo militar. Neste tentaremos compreender e explicar as lógicas distintivas da territorialização portuguesa no litoral, tentando encontrar e separar as campanhas, relacionando-as com o aspeto geográfico e diplomático. Sendo o grande objetivo explicar os motivos para os quais as lógicas de ocupação e conquista serão mais bem-sucedidas em certos espaços do que noutros. Naturalmente, e relacionando com esta proposta de trabalho, entrando no conceito de “defesa” do espaço, a vertente diplomática assumirá um dos fatores centrais, estando a sua divisão, estudo e aprofundamento do tema, nomeadamente, no contexto africano, ou seja, o uso da diplomacia através de agentes diplomáticos e em particular através dos tratados políticos com as potencias estrangeiras. Como último tópico de relevo, trabalhamos as questões da evolução territorial portuguesa assim como, uma análise e conclusão de tudo o que foi elaborado no contexto destas questões, nomeadamente nos padrões distintivos na costa norte moçambicana.
Autores principais:Covas, Rafael Guedes
Assunto:Diplomacia Diplomacy Moçambique Mozambique Geografia Geography Estratégico Strategic Geopolítica Geopolitics
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A presente dissertação terá como grande objetivo, compreender e explicitar a posição estratégica, em correlação com as lógicas geográficas do litoral moçambicano, relacionando com os esforços diplomáticos e militares portugueses em contexto de afirmação de soberania, entre os períodos de 1850-1900. Urge responder como grande ponto de partida, o quão significativa terá sido o elemento geográfico nos ritmos de ocupação no território colonial moçambicano e nas lógicas que vigoraram no pensamento estratégico português, naturalmente correlacionando com as extremidades e os ritmos distintos de ocupação do espaço. A escolha deste arco cronológico em particular, prende-se por ser um período caracterizado pelas acelerações na ocupação do espaço africano, por parte das diversas potências europeias, suscitando não só situações de competição e conflito, não só entre europeus e africanos, mas entre os diversos impérios, dos quais Portugal se incluiria. Na realidade portuguesa, tal como as demais, o período é marcado por fortes alterações na sociedade portuguesa, em particular na sua estrutura política. Como referido, estas alterações não vão estar alienadas da realidade colonial, ao qual, como é sabido, as questões dos vários tratados entre as forças coloniais, serão dos mais marcantes na sociedade do período. Coincidente com o período, a situação política referida, foi importante numa das três vertentes que se pretendia explorar neste trabalho. Como primeiro aspeto de relevo, o trabalho com a geografia, irá ser focado numa análise de todos os aspetos geográficos da região, tentando correlacionar estes aspetos com o pensamento político, procurando encontrar relações e tentar entender as lógicas dos já referidos interesses políticos e os motivos de algumas destas disputas. Acabando por correlacioná-lo com as populações, territórios e interesses que vigoravam até então. O segundo aspeto em que focaremos encontra-se no capítulo militar. Neste tentaremos compreender e explicar as lógicas distintivas da territorialização portuguesa no litoral, tentando encontrar e separar as campanhas, relacionando-as com o aspeto geográfico e diplomático. Sendo o grande objetivo explicar os motivos para os quais as lógicas de ocupação e conquista serão mais bem-sucedidas em certos espaços do que noutros. Naturalmente, e relacionando com esta proposta de trabalho, entrando no conceito de “defesa” do espaço, a vertente diplomática assumirá um dos fatores centrais, estando a sua divisão, estudo e aprofundamento do tema, nomeadamente, no contexto africano, ou seja, o uso da diplomacia através de agentes diplomáticos e em particular através dos tratados políticos com as potencias estrangeiras. Como último tópico de relevo, trabalhamos as questões da evolução territorial portuguesa assim como, uma análise e conclusão de tudo o que foi elaborado no contexto destas questões, nomeadamente nos padrões distintivos na costa norte moçambicana.