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A tipografia como forma de expressão autónoma

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Resumo:Type is to be seen é uma plataforma ligada à rede que pretende fazer com que as pessoas, de uma forma geral, e os seus utilizadores, em particular, reflictam sobre as letras enquanto forma de expressão gráfica e não apenas como peças que em conjunto formam palavras. As letras são o menor elemento da tipografia, um conjunto de letras irá formar uma fonte, e os vários comportamentos de uma fonte constituirão um tipo de letra. Enquanto tema central do projecto, interessa-me estudar a tipografia, não tanto pelo lado do desenho de letras e seus pormenores técnicos, mas antes como forma (ou imagem), numa tentativa de diminuir o receio que existe no meio do design em relação a convencionalismos e tradições, nomeadamente no que diz respeito à funcionalidade e invisibilidade do design e legibilidade da tipografia, que por vezes não permitem que os trabalhos atinjam o seu máximo potencial expressivo. O projecto ganhou amplamente o título de “A tipografia como forma de expressão autónoma” devido à importância da componente teórica, onde se faz a contextualização da parte prática. Este site nunca poderia fazer sentido sem falarmos antes do modernismo e do advento dos meios digitais. Sendo assim, o primeiro capítulo corresponde ao estudo do pico do modernismo e aos "ismos" da sua arte. Eles constituíram uma das épocas mais marcantes e revolucionárias na arte e serviram para alterar a forma como as pessoas olhavam para os tipos de letra. Antes disto, a tipografia estava apenas ligada à imprensa mas, a partir das décadas de 1910/ 1920, as letras começaram a mover-se livremente nas páginas pela primeira vez. Foi adoptada uma atitude nova que iria marcar de forma profunda as décadas seguintes. O segundo capítulo concentra-se no advento do computador e da internet e no nascimento daquilo que pode ser chamado de era digital, tendo início na década de 1980. Com o aparecimento dos meios digitais e a invenção do Postscript, que veio tornar possível trabalhar a tipografia dentro dos computadores, a possibilidade de criar tipos de letras chegou progressivamente às mãos de todos os utilizadores. Por esta altura, o design gráfico tomava novos contornos e ganhava um destino mais amplo e um papel cada vez mais importante na sociedade. Vários foram os designers que contribuíram para uma espécie de anarquia organizada dentro da tipografia, que elevou o seu potencial expressivo ao mais alto nível. No terceiro capítulo é explicada a componente prática: o site propriamente dito. Aqui são descritas as várias actividades que o utilizador poderá realizar no site, apenas com recurso a letras, cor e formas geométricas básicas, numa experiência interactiva.
Autores principais:Amaro, Maria João Relvas
Assunto:Tipografia Design gráfico Arte, Modernismo, Cubismo Futurismo Construtivismo
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Type is to be seen é uma plataforma ligada à rede que pretende fazer com que as pessoas, de uma forma geral, e os seus utilizadores, em particular, reflictam sobre as letras enquanto forma de expressão gráfica e não apenas como peças que em conjunto formam palavras. As letras são o menor elemento da tipografia, um conjunto de letras irá formar uma fonte, e os vários comportamentos de uma fonte constituirão um tipo de letra. Enquanto tema central do projecto, interessa-me estudar a tipografia, não tanto pelo lado do desenho de letras e seus pormenores técnicos, mas antes como forma (ou imagem), numa tentativa de diminuir o receio que existe no meio do design em relação a convencionalismos e tradições, nomeadamente no que diz respeito à funcionalidade e invisibilidade do design e legibilidade da tipografia, que por vezes não permitem que os trabalhos atinjam o seu máximo potencial expressivo. O projecto ganhou amplamente o título de “A tipografia como forma de expressão autónoma” devido à importância da componente teórica, onde se faz a contextualização da parte prática. Este site nunca poderia fazer sentido sem falarmos antes do modernismo e do advento dos meios digitais. Sendo assim, o primeiro capítulo corresponde ao estudo do pico do modernismo e aos "ismos" da sua arte. Eles constituíram uma das épocas mais marcantes e revolucionárias na arte e serviram para alterar a forma como as pessoas olhavam para os tipos de letra. Antes disto, a tipografia estava apenas ligada à imprensa mas, a partir das décadas de 1910/ 1920, as letras começaram a mover-se livremente nas páginas pela primeira vez. Foi adoptada uma atitude nova que iria marcar de forma profunda as décadas seguintes. O segundo capítulo concentra-se no advento do computador e da internet e no nascimento daquilo que pode ser chamado de era digital, tendo início na década de 1980. Com o aparecimento dos meios digitais e a invenção do Postscript, que veio tornar possível trabalhar a tipografia dentro dos computadores, a possibilidade de criar tipos de letras chegou progressivamente às mãos de todos os utilizadores. Por esta altura, o design gráfico tomava novos contornos e ganhava um destino mais amplo e um papel cada vez mais importante na sociedade. Vários foram os designers que contribuíram para uma espécie de anarquia organizada dentro da tipografia, que elevou o seu potencial expressivo ao mais alto nível. No terceiro capítulo é explicada a componente prática: o site propriamente dito. Aqui são descritas as várias actividades que o utilizador poderá realizar no site, apenas com recurso a letras, cor e formas geométricas básicas, numa experiência interactiva.