Publicação
Capelas dos ossos e património macabro em Portugal
| Resumo: | Este artigo propõe uma pequena reflexão acerca das Capelas dos Ossos em Portugal como símbolos de um particular Património Macabro que domina sobretudo o Sul de Portugal. Estas capelas radicam de uma atitude diante da morte própria da cultura barroca que podemos situar entre os séculos XVI e XVIII. Com um breve enquadramento filosófico e contextual daremos um especial enfoque à Capela dos Ossos de Évora, o caso mais paradigmático e antigo, mostrando como a consciência da vanitas nas capelas em jeito de Memento Mori, concorriam com uma estetização da morte, numa sociedade que tendia mais para a fé do que para a razão, em particular o caso português onde a Inquisição e o pós Concílio de Trento deu à Religião um enorme poder e influência na vida dos fiéis, contribuindo tanto para um fascínio pelo horror ou um gosto pelo macabro como para uma certa medievalização da cultura artística. |
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| Autores principais: | Lousa, Maria Teresa |
| Assunto: | General Arts and Humanities |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Este artigo propõe uma pequena reflexão acerca das Capelas dos Ossos em Portugal como símbolos de um particular Património Macabro que domina sobretudo o Sul de Portugal. Estas capelas radicam de uma atitude diante da morte própria da cultura barroca que podemos situar entre os séculos XVI e XVIII. Com um breve enquadramento filosófico e contextual daremos um especial enfoque à Capela dos Ossos de Évora, o caso mais paradigmático e antigo, mostrando como a consciência da vanitas nas capelas em jeito de Memento Mori, concorriam com uma estetização da morte, numa sociedade que tendia mais para a fé do que para a razão, em particular o caso português onde a Inquisição e o pós Concílio de Trento deu à Religião um enorme poder e influência na vida dos fiéis, contribuindo tanto para um fascínio pelo horror ou um gosto pelo macabro como para uma certa medievalização da cultura artística. |
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