Publicação
Auto do Bom Despacho – Teatraço – Teatro comunitário
| Resumo: | O presente relatório de projeto de tese de mestrado tem como objetivo mostrar o desenvolvimento do trabalho realizado com o grupo de teatro da Vila de Tabuaço, em Trás-os-Montes, com foco principal no trabalho de teatro de comunidade, usando como objeto de estudo para o efeito a montagem da peça “Auto do Bom Despacho”. O que se descreve nas páginas que se seguem, para além da contextualização da Vila, da caracterização da população, da apresentação do grupo de teatro - denominado Teatraço - e da apresentação do texto original, “Auto da Compadecida”, é o processo de adaptação do texto, tendo em vista uma interação e uma construção dramatúrgica que permitam a identificação do público local com a obra. Através das montagens anteriores do grupo e da sua própria formação, pretendo demonstrar a importância que a população do concelho confere às suas raízes, às suas histórias, ao seu passado, à sua herança cultural e às suas tradições. Também descrevo como o trabalho de pesquisa histórica junto da comunidade e, posteriormente, a transposição desta para a cena resultam num estímulo à participação da população no projeto, identificando-o como seu. Saliento ainda como conseguimos, através das nossas representações, criar uma ponte entre a tradição teatral - que existia no concelho décadas antes e que tinha desaparecido até ao surgimento do Teatraço - e o teatro atual desenvolvido pelo grupo, com uma linguagem própria, mais próxima do espectador. Demonstro a originalidade do grupo que, partindo de uma receita já existente - outros grupos em contextos e locais diferentes também a usam -, aqui, através da atenta observação dos hábitos, da maneira de falar e de vestir, do sentido de humor; das rixas locais; dos traços de personalidade vincados e moldados pelo isolamento geográfico que, entre outros aspetos, permitem criar em cima de características únicas; resultam numa linguagem própria e característica do grupo. Procuro ainda transmitir que conseguimos iniciar a criação de uma estética própria que permite o desenvolvimento de um espírito crítico em relação à arte e à cultura, tanto por parte de quem faz como por parte de quem assiste às nossas peças. |
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| Autores principais: | Coville, Luiz Alberto Nicodemos |
| Assunto: | Teatro comunitário Teatraço Auto do Bom despacho |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O presente relatório de projeto de tese de mestrado tem como objetivo mostrar o desenvolvimento do trabalho realizado com o grupo de teatro da Vila de Tabuaço, em Trás-os-Montes, com foco principal no trabalho de teatro de comunidade, usando como objeto de estudo para o efeito a montagem da peça “Auto do Bom Despacho”. O que se descreve nas páginas que se seguem, para além da contextualização da Vila, da caracterização da população, da apresentação do grupo de teatro - denominado Teatraço - e da apresentação do texto original, “Auto da Compadecida”, é o processo de adaptação do texto, tendo em vista uma interação e uma construção dramatúrgica que permitam a identificação do público local com a obra. Através das montagens anteriores do grupo e da sua própria formação, pretendo demonstrar a importância que a população do concelho confere às suas raízes, às suas histórias, ao seu passado, à sua herança cultural e às suas tradições. Também descrevo como o trabalho de pesquisa histórica junto da comunidade e, posteriormente, a transposição desta para a cena resultam num estímulo à participação da população no projeto, identificando-o como seu. Saliento ainda como conseguimos, através das nossas representações, criar uma ponte entre a tradição teatral - que existia no concelho décadas antes e que tinha desaparecido até ao surgimento do Teatraço - e o teatro atual desenvolvido pelo grupo, com uma linguagem própria, mais próxima do espectador. Demonstro a originalidade do grupo que, partindo de uma receita já existente - outros grupos em contextos e locais diferentes também a usam -, aqui, através da atenta observação dos hábitos, da maneira de falar e de vestir, do sentido de humor; das rixas locais; dos traços de personalidade vincados e moldados pelo isolamento geográfico que, entre outros aspetos, permitem criar em cima de características únicas; resultam numa linguagem própria e característica do grupo. Procuro ainda transmitir que conseguimos iniciar a criação de uma estética própria que permite o desenvolvimento de um espírito crítico em relação à arte e à cultura, tanto por parte de quem faz como por parte de quem assiste às nossas peças. |
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