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Intrumentos e instrumentistas de sopro no século XVI português

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nas fontes portuguesas encontram-se muito frequentemente referidas trombetas, charamelas, e mais raramente sacabuxas. As flautas, pouco mencionadas no âmbito português europeu, aparecem com grande destaque no Brasil, mas também em Angola e na Índia. O par pífaro e tambor tem um papel até certo ponto idêntico ao das trombetas, sobretudo como instrumentário de guerra e de triunfo. Nos finais do século emergem a corneta e o baixão, sendo também possível encontrar doçainas. Não são referidas cornamusas, cromornes ou orlos, nem tantos outros sopros de que não se conhece tradução portuguesa, como por exemplo Rauschpfeifen ou Racketten. Estes instrumentos encontram-se numa infinidade de situações na sociedade do século XVI, em Portugal como por toda a Europa. Estão presentes numa multiplicidade de festas e solenidades de Corte, em diversas actividades religiosas e devocionais, têm particulares funções na guerra e na vigilância das populações, sendo também indispensáveis nas deslocações régias e senhoriais. Estes eventos tanto decorrem ao ar livre como em espaços interiores, em terra e no mar ou rio, na esfera privada e no espaço público, e podem ser de âmbito cívico ou religioso. A circulação de músicos e instrumentos por via marítima é enorme e determina aspectos singulares da comunicação que os portugueses vão estabelecendo com povos não europeus, nomeadamente no Brasil, África e Oriente, onde a sonoridade dos instrumentos terá contribuído para deixar uma indelével marca europeia.
Autores principais:Monteiro, Maria Isabel Lopes
Assunto:Charamela Trombeta Instrumento de sopro
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Nas fontes portuguesas encontram-se muito frequentemente referidas trombetas, charamelas, e mais raramente sacabuxas. As flautas, pouco mencionadas no âmbito português europeu, aparecem com grande destaque no Brasil, mas também em Angola e na Índia. O par pífaro e tambor tem um papel até certo ponto idêntico ao das trombetas, sobretudo como instrumentário de guerra e de triunfo. Nos finais do século emergem a corneta e o baixão, sendo também possível encontrar doçainas. Não são referidas cornamusas, cromornes ou orlos, nem tantos outros sopros de que não se conhece tradução portuguesa, como por exemplo Rauschpfeifen ou Racketten. Estes instrumentos encontram-se numa infinidade de situações na sociedade do século XVI, em Portugal como por toda a Europa. Estão presentes numa multiplicidade de festas e solenidades de Corte, em diversas actividades religiosas e devocionais, têm particulares funções na guerra e na vigilância das populações, sendo também indispensáveis nas deslocações régias e senhoriais. Estes eventos tanto decorrem ao ar livre como em espaços interiores, em terra e no mar ou rio, na esfera privada e no espaço público, e podem ser de âmbito cívico ou religioso. A circulação de músicos e instrumentos por via marítima é enorme e determina aspectos singulares da comunicação que os portugueses vão estabelecendo com povos não europeus, nomeadamente no Brasil, África e Oriente, onde a sonoridade dos instrumentos terá contribuído para deixar uma indelével marca europeia.