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Lavrar/navegar
| Resumo: | Muito se tem escrito sobre a ligação entre Portugal e o mar. A ideia do "povo de marinheiros" é uma espécie de mito identitário que se difundiu a nível nacional e até lá fora. Foi criado com base num fundo histórico, claro, mas muito empolado por razões políticas e reforçado pela literatura erudita. Já as vozes populares contam uma outra realidade, a dos que ficaram em terra, os que vivem na costa e no mar próximo lutam pelo pão de cada dia. Este trabalho procura então recuperar as tradições e experiências dos que não embarcaram e que com um pé em chão firme e outro na água fizeram as suas vidas no litoral. Através da análise da literatura tradicional e recorrendo à história para fornecer o contexto, reuniu-se um conjunto de estórias, contos, cantos, vocabulário, provérbios e costumes que ajudam a perceber a existência secular de comunidades agro-marítimas, com existências anfíbias, para as quais o mar e a terra não são dicotómicos, mas complementares. |
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| Autores principais: | Guimarães, Ana Paula |
| Outros Autores: | Freitas, Joana Gaspar de |
| Assunto: | Oceano Litoral Pesca Populações agro-marítimas |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Muito se tem escrito sobre a ligação entre Portugal e o mar. A ideia do "povo de marinheiros" é uma espécie de mito identitário que se difundiu a nível nacional e até lá fora. Foi criado com base num fundo histórico, claro, mas muito empolado por razões políticas e reforçado pela literatura erudita. Já as vozes populares contam uma outra realidade, a dos que ficaram em terra, os que vivem na costa e no mar próximo lutam pelo pão de cada dia. Este trabalho procura então recuperar as tradições e experiências dos que não embarcaram e que com um pé em chão firme e outro na água fizeram as suas vidas no litoral. Através da análise da literatura tradicional e recorrendo à história para fornecer o contexto, reuniu-se um conjunto de estórias, contos, cantos, vocabulário, provérbios e costumes que ajudam a perceber a existência secular de comunidades agro-marítimas, com existências anfíbias, para as quais o mar e a terra não são dicotómicos, mas complementares. |
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