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A questão da «raça» no discurso anticolonial da FRELIMO (1962-1975)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação tem como objetivo caracterizar o conceito “raça” – seus significados múltiplos, formas como foi usado e a sua pertinência – no discurso oficial da FRELIMO, durante a luta anticolonial. A refutação do conceito como categoria biológica trouxe outras formas de definição, que envolveram questões culturais, identitárias e políticas. A centralidade que a questão assumiu para a problemática colonial moçambicana levou-nos à escolha da conjuntura anticolonial como objeto de análise. Partimos de uma breve contextualização histórica do termo “raça” no terceiro quartel do séc. XX. O debate sobre a questão racial na UNESCO serviu-nos de referência ao processo de conceptualização de “raça” na epistemologia do pós-II guerra mundial. Numa tentativa de aferir a dimensão idiossincrática da questão da “raça”, o presente trabalho propõe também a análise da ação dos dois líderes da FRELIMO – Eduardo Mondlane e Samora Machel – durante a luta anticolonial. Através de uma pesquisa semântica focada nos vocábulos pertencentes ao imaginário da “raça”, tentámos perceber quais os sentidos que lhe foram conferidos pelos sujeitos históricos, tendo em conta os seus usos na prossecução de objetivos políticos. Numa abordagem diacrónica focada em dois contextos sociopolíticos diferentes – a ONU e Moçambique - distinguimos quatro sujeitos históricos: UNESCO, FRELIMO, Eduardo Mondlane e Samora Machel, cujas perspetivas conceptuais de “raça” podem ser confrontadas entre si.
Autores principais:Negrão, Sofia de Menezes Soares Maurício
Assunto:Moçambique FRELIMO Raça Discurso Anticolonialismo Eduardo Mondlane Samora Machel Race Speech Anticolonialism
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A presente dissertação tem como objetivo caracterizar o conceito “raça” – seus significados múltiplos, formas como foi usado e a sua pertinência – no discurso oficial da FRELIMO, durante a luta anticolonial. A refutação do conceito como categoria biológica trouxe outras formas de definição, que envolveram questões culturais, identitárias e políticas. A centralidade que a questão assumiu para a problemática colonial moçambicana levou-nos à escolha da conjuntura anticolonial como objeto de análise. Partimos de uma breve contextualização histórica do termo “raça” no terceiro quartel do séc. XX. O debate sobre a questão racial na UNESCO serviu-nos de referência ao processo de conceptualização de “raça” na epistemologia do pós-II guerra mundial. Numa tentativa de aferir a dimensão idiossincrática da questão da “raça”, o presente trabalho propõe também a análise da ação dos dois líderes da FRELIMO – Eduardo Mondlane e Samora Machel – durante a luta anticolonial. Através de uma pesquisa semântica focada nos vocábulos pertencentes ao imaginário da “raça”, tentámos perceber quais os sentidos que lhe foram conferidos pelos sujeitos históricos, tendo em conta os seus usos na prossecução de objetivos políticos. Numa abordagem diacrónica focada em dois contextos sociopolíticos diferentes – a ONU e Moçambique - distinguimos quatro sujeitos históricos: UNESCO, FRELIMO, Eduardo Mondlane e Samora Machel, cujas perspetivas conceptuais de “raça” podem ser confrontadas entre si.