Publicação

Análise de mapeamento de uso e ocupação do solo, entre as metodologias do Terraclass cerrado 2013 e Corine Land Cover 2018, para o município de Cristalina-Goiás, Brasil

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A partir das décadas de 1970, o Cerrado brasileiro passou por uma variedade de mudanças quanto ao uso e ocupação do solo. Esse processo foi potencialmente e particularmente desencadeado pela agropecuária moderna. A dinâmica teve como consequência principal a fragmentação de remanescentes e diminuição das coberturas vegetais naturais, onde gerou impactos significativos para a biodiversidade. O município de Cristalina-Goiás é um exemplo onde foi densamente ocupado para a agricultura mecanizada e pastagens para criação e pastoreio do gado bovino. Uma diversidade de mapeamentos tem sido feita e a cartografia, juntamente com a deteção remota evoluíram constantemente nos últimos anos. Para isso, mapas de uso e ocupação do solo proporcionam alternativas para o planeamento e tomadas de decisões e o Poder Público necessita de tais instrumentos para suas ações e implementações de políticas públicas. A exemplo disto, no Brasil, a Amazônia possui o mapeamento TerraClass Amazônia, que derivado deste, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), elaborou em 2013 a versão TerraClass Cerrado. Este mapeamento teve a colaboração para sua confeção, diversas instituições públicas de análise espacial e universidades. O TerraClass Cerrado possui como característica de uso de dez classes de uso e ocupação do solo, onde se agregam classes natural, agropecuária, pastagens, urbanas, água e mineração, numa escala de 1:250.000. A presente pesquisa busca adaptar esse mapeamento TerraClass Cerrado 2013, para as características metodológicas do Corine Land Cover, usado no âmbito da União Europeia, onde há uma maior quantidade de classes específicas, Unidade Mínima Cartografada de 25 hectares por polígonos mínimos e distanciamento de 100 metros mínimos entre linhas, bem como uma escala de 1:100.000. O interesse dessa aplicação é para verificação da viabilidade da metodologia e mapeamento CLC ser enquadrado para outras metodologias aplicadas a mapeamentos no âmbito municipal, estadual em escalas de médias resoluções espaciais, para o cenário nacional brasileiro.
Autores principais:Soares, Daniel de Oliveira
Assunto:Deteção Remota Sistemas de Informação Geográfica Imagens Digitais Uso e Ocupação do solo TerraClass Cerrado CORINE Land Cover Remote Sensing Digital Images Use and Land Cover
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A partir das décadas de 1970, o Cerrado brasileiro passou por uma variedade de mudanças quanto ao uso e ocupação do solo. Esse processo foi potencialmente e particularmente desencadeado pela agropecuária moderna. A dinâmica teve como consequência principal a fragmentação de remanescentes e diminuição das coberturas vegetais naturais, onde gerou impactos significativos para a biodiversidade. O município de Cristalina-Goiás é um exemplo onde foi densamente ocupado para a agricultura mecanizada e pastagens para criação e pastoreio do gado bovino. Uma diversidade de mapeamentos tem sido feita e a cartografia, juntamente com a deteção remota evoluíram constantemente nos últimos anos. Para isso, mapas de uso e ocupação do solo proporcionam alternativas para o planeamento e tomadas de decisões e o Poder Público necessita de tais instrumentos para suas ações e implementações de políticas públicas. A exemplo disto, no Brasil, a Amazônia possui o mapeamento TerraClass Amazônia, que derivado deste, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), elaborou em 2013 a versão TerraClass Cerrado. Este mapeamento teve a colaboração para sua confeção, diversas instituições públicas de análise espacial e universidades. O TerraClass Cerrado possui como característica de uso de dez classes de uso e ocupação do solo, onde se agregam classes natural, agropecuária, pastagens, urbanas, água e mineração, numa escala de 1:250.000. A presente pesquisa busca adaptar esse mapeamento TerraClass Cerrado 2013, para as características metodológicas do Corine Land Cover, usado no âmbito da União Europeia, onde há uma maior quantidade de classes específicas, Unidade Mínima Cartografada de 25 hectares por polígonos mínimos e distanciamento de 100 metros mínimos entre linhas, bem como uma escala de 1:100.000. O interesse dessa aplicação é para verificação da viabilidade da metodologia e mapeamento CLC ser enquadrado para outras metodologias aplicadas a mapeamentos no âmbito municipal, estadual em escalas de médias resoluções espaciais, para o cenário nacional brasileiro.