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A Sul, O Cerro e o Mar: O Algarve na Obra de David Wright e Patrick Swift

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Algarve é uma região escassamente contemplada nos relatos de viajantes anglófonos que visitaram Portugal ao longo dos séculos, sendo as condições de acessibilidade um dos principais fatores de exclusão do Algarve destas rotas. O início do século XX trouxe visibilidade à região através de diversos autores – de Aubrey Bell a John Gibbons. O “Paradise of Algarve”, como o poeta romântico Robert Southey caracterizara a região, manteve-se esse corolário de paisagem exótica e intocada até à década de 60 do século XX. O Aeroporto de Faro foi inaugurado em julho de 1965, tendo sido, simultaneamente, causa e consequência das grandes alterações verificadas no panorama turístico, incluindo a notória transição da presença da figura do viajante para a do turista e as modificações sofridas pela paisagem urbana e rural, física e do Algarve. Em 1965, ano em se opera uma enorme viragem no que viria a ser o futuro da região, foi publicada em Londres, pela Barrie & Rockliff, a obra intitulada Algarve – a Portrait and Guide, da autoria de David Wright e Patrick Swift, ali visitante e visitado, respetivamente, cuja amizade se iniciara no Soho do pós-Segunda Guerra Mundial. Este retrato e guia, como o título sugere, escrito a quatro mãos, é inédito na sua dimensão estilística e temática, bem como ao nível do histórico biográfico dos seus autores. O objetivo da presente dissertação é a divulgação da obra conjunta de David Wright e Patrick Swift, através da análise das imagens literárias que resultam do seu olhar sobre a região algarvia da época e da compreensão do seu impacto na comunidade, oferecendo uma reflexão sobre a influência do Outro e os primórdios da turistificação da presença estrangeira no Algarve.
Autores principais:Recharte, Sara Filipa Salvaterra
Assunto:David Wright Patrick Swift Algarve Imagologia Literatura de viagens Turismo Imagology Travel Literature Tourism
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O Algarve é uma região escassamente contemplada nos relatos de viajantes anglófonos que visitaram Portugal ao longo dos séculos, sendo as condições de acessibilidade um dos principais fatores de exclusão do Algarve destas rotas. O início do século XX trouxe visibilidade à região através de diversos autores – de Aubrey Bell a John Gibbons. O “Paradise of Algarve”, como o poeta romântico Robert Southey caracterizara a região, manteve-se esse corolário de paisagem exótica e intocada até à década de 60 do século XX. O Aeroporto de Faro foi inaugurado em julho de 1965, tendo sido, simultaneamente, causa e consequência das grandes alterações verificadas no panorama turístico, incluindo a notória transição da presença da figura do viajante para a do turista e as modificações sofridas pela paisagem urbana e rural, física e do Algarve. Em 1965, ano em se opera uma enorme viragem no que viria a ser o futuro da região, foi publicada em Londres, pela Barrie & Rockliff, a obra intitulada Algarve – a Portrait and Guide, da autoria de David Wright e Patrick Swift, ali visitante e visitado, respetivamente, cuja amizade se iniciara no Soho do pós-Segunda Guerra Mundial. Este retrato e guia, como o título sugere, escrito a quatro mãos, é inédito na sua dimensão estilística e temática, bem como ao nível do histórico biográfico dos seus autores. O objetivo da presente dissertação é a divulgação da obra conjunta de David Wright e Patrick Swift, através da análise das imagens literárias que resultam do seu olhar sobre a região algarvia da época e da compreensão do seu impacto na comunidade, oferecendo uma reflexão sobre a influência do Outro e os primórdios da turistificação da presença estrangeira no Algarve.