Publicação
A Revolução de Abril e a liberdade de imprensa em Portugal
| Resumo: | Com o 25 de abril de 1974 a censura é final- mente abolida em Portugal, após mais de quatro décadas de ditadura. Mas durante o período revolucionário que se seguiu, repleto de confrontos entre forças político- militares que defendiam projetos distintos para o futuro do país, o setor dos media foi profundamente afetado. A liberdade de imprensa não foi um dado adquirido, mas sim uma conquista entre lutas intensas pelo controlo dos media, travadas pelas forças em presença, mas tam- bém pelos próprios profissionais de Informação. Neste artigo, analisa-se o caso concreto de um projeto de lei que pretendia precisamente limitar a ação de jornais e jornalistas (o «Projeto Jesuíno»), concluindo que a forte contestação de que foi alvo por parte de políticos, jorna- listas e de outros trabalhadores da imprensa constituiu um fator determinante para o seu fracasso. |
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| Autores principais: | Gomes, Pedro |
| Assunto: | Liberdade de Imprensa 25 de abril de 1974 Revolução Controlo de Imprensa |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Com o 25 de abril de 1974 a censura é final- mente abolida em Portugal, após mais de quatro décadas de ditadura. Mas durante o período revolucionário que se seguiu, repleto de confrontos entre forças político- militares que defendiam projetos distintos para o futuro do país, o setor dos media foi profundamente afetado. A liberdade de imprensa não foi um dado adquirido, mas sim uma conquista entre lutas intensas pelo controlo dos media, travadas pelas forças em presença, mas tam- bém pelos próprios profissionais de Informação. Neste artigo, analisa-se o caso concreto de um projeto de lei que pretendia precisamente limitar a ação de jornais e jornalistas (o «Projeto Jesuíno»), concluindo que a forte contestação de que foi alvo por parte de políticos, jorna- listas e de outros trabalhadores da imprensa constituiu um fator determinante para o seu fracasso. |
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