Publicação
Características e Custos de um Rastreio de Cancro Oral à População de Risco, na área geodemográfica de uma Unidade de Saúde Pública de um ACES da Grande Lisboa
| Resumo: | RESUMO - Introdução: O cancro oral apresenta elevada morbilidade e mortalidade, sendo frequentemente diagnosticado em estádios avançados, o que compromete a eficácia terapêutica e aumenta os custos em saúde. O rastreio de populações de risco é fundamental para promover a deteção precoce e reduzir a carga da doença. Objetivos: Estimar a prevalência de cancro oral numa população de risco, caracterizar as lesões detetadas, analisar a associação com fatores sociodemográficos e clínicos e calcular os custos diretos do rastreio. Metodologia: Estudo observacional transversal, realizado numa Unidade de Saúde Pública da Grande Lisboa, dirigido a homens ≥45 anos com consumo de tabaco e álcool. Os dados foram recolhidos por observação clínica e registos administrativos. A análise estatística incluiu métodos descritivos e inferenciais (teste do qui-quadrado e testes não paramétricos). Os custos diretos foram calculados com base nos recursos humanos e número de consultas. Resultados: Foram realizadas 15 sessões, envolvendo 196 participantes dos 746 elegíveis. Emitiram-se 23 PIPCO (11,7%), indicador de suspeição clínica. Entre os PIPCO utilizados, confirmaram-se 2 carcinomas e 6 lesões potencialmente malignas, correspondendo a 4,1% da amostra (IC95% 1,3-6,9%). O custo direto total foi de 1.636,61 € (8,35 € por participante). Conclusão: O rastreio comunitário de cancro oral revelou-se viável e de baixo custo, com aplicabilidade prática nos cuidados de saúde primários. A identificação precoce de lesões suspeitas e o encaminhamento de indivíduos de risco demonstram o potencial deste tipo de intervenção para reduzir diagnósticos tardios e a carga da doença. A sua expansão a nível nacional poderia reforçar a equidade no acesso e melhorar os resultados em saúde. |
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| Autores principais: | Guerra, Inês Monteiro Filipe |
| Assunto: | Cancro oral Rastreio População de risco Custos Cuidados de saúde primários Oral cancer Screening High-risk population Costs Primary healthcare |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | RESUMO - Introdução: O cancro oral apresenta elevada morbilidade e mortalidade, sendo frequentemente diagnosticado em estádios avançados, o que compromete a eficácia terapêutica e aumenta os custos em saúde. O rastreio de populações de risco é fundamental para promover a deteção precoce e reduzir a carga da doença. Objetivos: Estimar a prevalência de cancro oral numa população de risco, caracterizar as lesões detetadas, analisar a associação com fatores sociodemográficos e clínicos e calcular os custos diretos do rastreio. Metodologia: Estudo observacional transversal, realizado numa Unidade de Saúde Pública da Grande Lisboa, dirigido a homens ≥45 anos com consumo de tabaco e álcool. Os dados foram recolhidos por observação clínica e registos administrativos. A análise estatística incluiu métodos descritivos e inferenciais (teste do qui-quadrado e testes não paramétricos). Os custos diretos foram calculados com base nos recursos humanos e número de consultas. Resultados: Foram realizadas 15 sessões, envolvendo 196 participantes dos 746 elegíveis. Emitiram-se 23 PIPCO (11,7%), indicador de suspeição clínica. Entre os PIPCO utilizados, confirmaram-se 2 carcinomas e 6 lesões potencialmente malignas, correspondendo a 4,1% da amostra (IC95% 1,3-6,9%). O custo direto total foi de 1.636,61 € (8,35 € por participante). Conclusão: O rastreio comunitário de cancro oral revelou-se viável e de baixo custo, com aplicabilidade prática nos cuidados de saúde primários. A identificação precoce de lesões suspeitas e o encaminhamento de indivíduos de risco demonstram o potencial deste tipo de intervenção para reduzir diagnósticos tardios e a carga da doença. A sua expansão a nível nacional poderia reforçar a equidade no acesso e melhorar os resultados em saúde. |
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