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Desigualdades socioeconómicas na distribuição da prevalência de anemia em Portugal em 2015

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Resumo:RESUMO - Introdução: A anemia constitui um problema global de saúde pública, com significativas consequências adversas para a saúde e impacto negativo no desenvolvimento social e económico. Pretende-se com este estudo estimar a prevalência da anemia na população portuguesa de acordo com o nível socioeconómico e identificar fatores de risco. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal exploratório-descritivo utilizando dados do I Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF 2015), baseado numa amostra representativa de 4911 adultos residentes em Portugal com idades entre os 25 e 74 anos em 2015. Foi estimada a prevalência total de anemia e estratificada por variáveis de caracterização física, cultural e socioeconómica. A análise das desigualdades socioeconómicas e fatores de risco foi realizada através da estimativa de odds ratio com um intervalo de confiança de 95%. Resultados: A prevalência geral de anemia foi de 5,5% (IC95%: 4,7; 6,4). A anemia foi mais prevalente nas mulheres do que nos homens (7,8% vs. 3,1%), entre os participantes sem atividade profissional e com comorbidades crónicas. Foi identificado como fator de risco importante para a população feminina pertencer ao grupo etário entre os 35 e os 54 anos. Os fatores de risco para a população masculina incluem pertencer ao grupo etário entre os 65 e os 74 anos, sofrer de cancro e insuficiência renal crónica. Discussão e Conclusão: Embora a prevalência de anemia seja mais elevada em grupos socioeconomicamente mais desfavorecidos, a análise da associação entre os determinantes socioeconómicos e a prevalência de anemia não nos permite identificar os mesmos como fatores preditores da anemia. Estes resultados podem contribuir para o desenvolvimento ou manutenção de políticas e programas direcionados para reduzir as desigualdades em educação, rendimento e acesso aos serviços.
Autores principais:Gomes, Catarina Isabel Samões
Assunto:NSIEF Anemia Desigualdades Socioeconómicas Prevalência Portugal INSEF Socioeconomic Inequalities Prevalence
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:RESUMO - Introdução: A anemia constitui um problema global de saúde pública, com significativas consequências adversas para a saúde e impacto negativo no desenvolvimento social e económico. Pretende-se com este estudo estimar a prevalência da anemia na população portuguesa de acordo com o nível socioeconómico e identificar fatores de risco. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal exploratório-descritivo utilizando dados do I Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF 2015), baseado numa amostra representativa de 4911 adultos residentes em Portugal com idades entre os 25 e 74 anos em 2015. Foi estimada a prevalência total de anemia e estratificada por variáveis de caracterização física, cultural e socioeconómica. A análise das desigualdades socioeconómicas e fatores de risco foi realizada através da estimativa de odds ratio com um intervalo de confiança de 95%. Resultados: A prevalência geral de anemia foi de 5,5% (IC95%: 4,7; 6,4). A anemia foi mais prevalente nas mulheres do que nos homens (7,8% vs. 3,1%), entre os participantes sem atividade profissional e com comorbidades crónicas. Foi identificado como fator de risco importante para a população feminina pertencer ao grupo etário entre os 35 e os 54 anos. Os fatores de risco para a população masculina incluem pertencer ao grupo etário entre os 65 e os 74 anos, sofrer de cancro e insuficiência renal crónica. Discussão e Conclusão: Embora a prevalência de anemia seja mais elevada em grupos socioeconomicamente mais desfavorecidos, a análise da associação entre os determinantes socioeconómicos e a prevalência de anemia não nos permite identificar os mesmos como fatores preditores da anemia. Estes resultados podem contribuir para o desenvolvimento ou manutenção de políticas e programas direcionados para reduzir as desigualdades em educação, rendimento e acesso aos serviços.