Publicação
A Subversão do Discurso Colonial em Wide Sargasso Sea
| Resumo: | Este trabalho consiste no estudo do romance Wide Sargasso Sea baseado no texto e não numa leitura suportada por relações de intertextualidade com o romance Jane Eyre. A leitura que fizemos sublinha os elementos de resistência e de subversão contidos na obra. Mostrámos que este romance é um texto de resistência e de subversão do cânone literário inglês, do género do romance de império e de aventura, do modelo de ilha, do discurso colonial e da norma linguística. Como também mostrámos, as opções temáticas da autora levaram alguns críticos a inscrever este romance numa estética Westindian. Neste romance, o Outro ganha voz. A perspectiva do colonizador é subvertida, de modo a evidenciar a posição do Outro. O texto não apresenta uma ilha deserta pronta a ser cartografada, ou um espaço a conquistar. Estas ilhas já são habitadas por uma comunidade negra com uma matriz cultural própria. Não são espaços para heróis, mas, sim, para uma heroína em construção do seu percurso identitário. Esta heroína apresenta o seu ponto de vista na narração da sua própria história. É ela quem vai superar uma prova, de modo a recuperar a sua identidade, num acto de rebelião, tornando-se maroon, negra. |
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| Autores principais: | Machado, Susana Maria Norte Saraiva |
| Assunto: | Subversão Estudos Pós-Coloniais Discurso colonial Westindian Resistência Otherness Maroon Racial Crossing |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Este trabalho consiste no estudo do romance Wide Sargasso Sea baseado no texto e não numa leitura suportada por relações de intertextualidade com o romance Jane Eyre. A leitura que fizemos sublinha os elementos de resistência e de subversão contidos na obra. Mostrámos que este romance é um texto de resistência e de subversão do cânone literário inglês, do género do romance de império e de aventura, do modelo de ilha, do discurso colonial e da norma linguística. Como também mostrámos, as opções temáticas da autora levaram alguns críticos a inscrever este romance numa estética Westindian. Neste romance, o Outro ganha voz. A perspectiva do colonizador é subvertida, de modo a evidenciar a posição do Outro. O texto não apresenta uma ilha deserta pronta a ser cartografada, ou um espaço a conquistar. Estas ilhas já são habitadas por uma comunidade negra com uma matriz cultural própria. Não são espaços para heróis, mas, sim, para uma heroína em construção do seu percurso identitário. Esta heroína apresenta o seu ponto de vista na narração da sua própria história. É ela quem vai superar uma prova, de modo a recuperar a sua identidade, num acto de rebelião, tornando-se maroon, negra. |
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