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Baía da Horta 6 (bh-006):

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No âmbito dos trabalhos arqueológicos levados a cabo pelo CHAM no quadro do Projecto “Dragagem da bacia de manobras do terminal de passageiros do Porto da Horta, à cota de -8.5m (ZH)” foi realizada a avaliação e o registo exaustivo da estrutura do navio Baía da Horta 6 (BH-006). Os trabalhos permitiram concluir que este corresponde a um dos navios construídos em madeira com maior expressão visual conhecidos em Portugal, apesar da sua estrutura ter sido profundamente perturbada pelas dragagens e dos seus limites serem ainda indefinidos. Apresenta forro com chapas em liga de cobre e um cavilhamento compósito (madeira, ferro e ligas de cobre), o que sugere uma cronologia algures ao longo do século XIX, com um terminus ante quem nas primeiras décadas do século XX. A utilização de P. strobus e P. lambertiana sugere uma possível origem norte americana para o navio. Esta origem e cronologia colocam-no num contexto histórico em que o porto da Horta assumiu um papel estratégico essencial no apoio às frotas baleeiras americanas.
Autores principais:Bettencourt, José
Outros Autores:Quilhó, Teresa; Fonseca, Cristóvão; Silva, José Tiago Pereira da
Assunto:Baía da Horta Arqueologia marítima Construção naval Época contemporânea Arqueologia preventiva
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:No âmbito dos trabalhos arqueológicos levados a cabo pelo CHAM no quadro do Projecto “Dragagem da bacia de manobras do terminal de passageiros do Porto da Horta, à cota de -8.5m (ZH)” foi realizada a avaliação e o registo exaustivo da estrutura do navio Baía da Horta 6 (BH-006). Os trabalhos permitiram concluir que este corresponde a um dos navios construídos em madeira com maior expressão visual conhecidos em Portugal, apesar da sua estrutura ter sido profundamente perturbada pelas dragagens e dos seus limites serem ainda indefinidos. Apresenta forro com chapas em liga de cobre e um cavilhamento compósito (madeira, ferro e ligas de cobre), o que sugere uma cronologia algures ao longo do século XIX, com um terminus ante quem nas primeiras décadas do século XX. A utilização de P. strobus e P. lambertiana sugere uma possível origem norte americana para o navio. Esta origem e cronologia colocam-no num contexto histórico em que o porto da Horta assumiu um papel estratégico essencial no apoio às frotas baleeiras americanas.