Publicação
Associação entre características socioeconómicas e a utilização da consulta de medicina geral e familiar
| Resumo: | RESUMO - Introdução: A carência de médicos de família em Portugal afeta o acesso aos Cuidados de Saúde Primários CSP, principalmente em zonas com população mais complexa. O cálculo da lista de utentes de um médico de família tem apenas em conta a idade, algo insuficiente na caracterização da população abrangida e das suas necessidades de saúde. Este trabalho tem como objetivo medir a associação entre certas características demográficas e socioeconómicas da população e a utilização e frequência da consulta de Medicina Geral e Familiar (MGF). Metodologia: Seguindo um desenho de estudo observacional analítico transversal, foram analisados dados de 14617 cidadãos, com idades acima dos 15 anos. Foram aplicados modelos de regressão linear simples e logística com o objetivo de medir a associação entre as características socioeconómicas e a utilização e frequência da consulta de MGF. Resultados: Os resultados obtidos indicam que pessoas mais idosas, do sexo feminino, nascidas em Portugal, com menor nível de escolaridade e rendimento, e que não trabalham são quem tende a utilizar mais a consulta de MGF, e quem maior probabilidade tem de a frequentar mais vezes. Conclusão: Estes resultados indicam a necessidade de políticas que incluam as características com associação significativa no cálculo das listas de utentes dos médicos de família, ajudando a equilibrar a complexidade da sua população, equilibrando a quantidade de trabalho atribuída a cada médico, favorecendo a satisfação profissional. |
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| Autores principais: | Gonçalves, André Miguel Paiva |
| Assunto: | Consulta Medicina Geral e Familiar Estatuto Socioeconómico Ajustamento pelo Risco Appointment General Practice Socioeconomic Status Risk Adjustment |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | RESUMO - Introdução: A carência de médicos de família em Portugal afeta o acesso aos Cuidados de Saúde Primários CSP, principalmente em zonas com população mais complexa. O cálculo da lista de utentes de um médico de família tem apenas em conta a idade, algo insuficiente na caracterização da população abrangida e das suas necessidades de saúde. Este trabalho tem como objetivo medir a associação entre certas características demográficas e socioeconómicas da população e a utilização e frequência da consulta de Medicina Geral e Familiar (MGF). Metodologia: Seguindo um desenho de estudo observacional analítico transversal, foram analisados dados de 14617 cidadãos, com idades acima dos 15 anos. Foram aplicados modelos de regressão linear simples e logística com o objetivo de medir a associação entre as características socioeconómicas e a utilização e frequência da consulta de MGF. Resultados: Os resultados obtidos indicam que pessoas mais idosas, do sexo feminino, nascidas em Portugal, com menor nível de escolaridade e rendimento, e que não trabalham são quem tende a utilizar mais a consulta de MGF, e quem maior probabilidade tem de a frequentar mais vezes. Conclusão: Estes resultados indicam a necessidade de políticas que incluam as características com associação significativa no cálculo das listas de utentes dos médicos de família, ajudando a equilibrar a complexidade da sua população, equilibrando a quantidade de trabalho atribuída a cada médico, favorecendo a satisfação profissional. |
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