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Contando réis
| Resumo: | Jornalismo de dados ganhou muito destaque na última década. Redações ao redor do mundo têm investido cada vez mais nessa prática jornalística, prémios têm sido criados para a modalidade e a audiência tem correspondido com uma atenção crescente. O tópico também tem despertado um interesse crescente na academia, com investigações sobre a classificação tipológica do jornalismo quantitativo (quantitative journalism); trabalhos etnográficos sobre os profissionais dedicados à produção desse material; análises dos diversos processos interativos presentes nas peças de jornalismo de dados; e a receção desses conteúdos pelos usuários. Todavia, histórias contadas com dados ou que surgem a partir deles não é algo novo. Embora existam trabalhos sobre a história do jornalismo quantitativo em outros países, não há ainda muitas investigações sobre o tema em Portugal. Neste trabalho mostramos que desde a Monarquia Constitucional (1820-1910) números e tabelas eram usados para além do simples registo de preço de commodities, cotação de moedas ou o horário de partidas e chegadas de navios. São investigações jornalísticas que partem de documentos, estatísticas ou dados para contar histórias de interesse público. Nesta comunicação são analisadas peças do período de industrialização da imprensa portuguesa no século XIX. Matérias de jornais como O Diário Popular (1868) e O Repórter (1888) trazem histórias contadas com números ou que a partir deles tiveram o seu ponto de partida. Esses exemplos pioneiros de jornalismo de dados mostram que o uso de dados para a produção de jornalismo investigativo já era disseminado muito antes da invenção dos computadores e da popularização das bases de dados. Este trabalho faz parte de um projeto de investigação mais alargado sobre a história do jornalismo de dados em Portugal. |
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| Autores principais: | Alexandre, Ilo Aguiar Reginaldo |
| Assunto: | Jornalismo de dados Portugal História do jornalismo Imprensa Monarquia Constitucional Portuguesa |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Jornalismo de dados ganhou muito destaque na última década. Redações ao redor do mundo têm investido cada vez mais nessa prática jornalística, prémios têm sido criados para a modalidade e a audiência tem correspondido com uma atenção crescente. O tópico também tem despertado um interesse crescente na academia, com investigações sobre a classificação tipológica do jornalismo quantitativo (quantitative journalism); trabalhos etnográficos sobre os profissionais dedicados à produção desse material; análises dos diversos processos interativos presentes nas peças de jornalismo de dados; e a receção desses conteúdos pelos usuários. Todavia, histórias contadas com dados ou que surgem a partir deles não é algo novo. Embora existam trabalhos sobre a história do jornalismo quantitativo em outros países, não há ainda muitas investigações sobre o tema em Portugal. Neste trabalho mostramos que desde a Monarquia Constitucional (1820-1910) números e tabelas eram usados para além do simples registo de preço de commodities, cotação de moedas ou o horário de partidas e chegadas de navios. São investigações jornalísticas que partem de documentos, estatísticas ou dados para contar histórias de interesse público. Nesta comunicação são analisadas peças do período de industrialização da imprensa portuguesa no século XIX. Matérias de jornais como O Diário Popular (1868) e O Repórter (1888) trazem histórias contadas com números ou que a partir deles tiveram o seu ponto de partida. Esses exemplos pioneiros de jornalismo de dados mostram que o uso de dados para a produção de jornalismo investigativo já era disseminado muito antes da invenção dos computadores e da popularização das bases de dados. Este trabalho faz parte de um projeto de investigação mais alargado sobre a história do jornalismo de dados em Portugal. |
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