Publicação

Beyond All Frontiers: Psychopathic Violence in Selected Works by Cormac McCarthy

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação pretende analisar de que forma obras selecionadas de Cormac McCarthy fazem a desconstrução do mito do Oeste, através da sua representação da violência humana como transversal, inevitável, e intemporal, desafiando, assim, a figura arquetípica do cowboy enquanto herói e introduzindo o psicopata como personagem central. Defende que, através da desconstrução de estereótipos, estas obras confrontam a internalização de uma fórmula mais convencional do mito do Oeste, questionando o paradoxo do herói e promovendo reflexões sobre a natureza humana. Para além disso, tenta mostrar que personagens que, devido ao seu comportamento atroz, são frequentemente vistas por críticos, leitores, e outras personagens, como sendo deuses, fantasmas, ou monstros, de facto representam seres humanos. Assim, o Capítulo I, explora o mito do Oeste e o seu herói e analisa Blood Meridian or The Evening Redness in the West (1985) e No Country for Old Men (2005), ambos Westerns, e Child of God (1973), que não pertence a esta categoria. O Capítulo II explora o conceito de psicopatia, caracteriza o perfil de psicopatia, e define “violência psicopática”, segundo Robert D. Hare, o autor do instrumento de avaliação mais proeminente nesta área, a Psychopathy Checklist-Revised (PCL-R). Finalmente, o Capítulo III analisa as personagens centrais de Judge Holden, Anton Chigurh, e Lester Ballard, três assassinos em série, dois dos quais são considerados psicopatas, e um dos quais não o é, i.e., dois dos quais semeiam “violência psicopática”, e um dos quais não o faz.
Autores principais:Pinto, Marta Cristina Malhado Teixeira
Assunto:Cormac McCarthy Mito do oeste Cowboy Psicopatia Perfil de psicopatia Violência psicopática Myth of the West Psychopathy Psychopathy profile Psychopathic violence
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Esta dissertação pretende analisar de que forma obras selecionadas de Cormac McCarthy fazem a desconstrução do mito do Oeste, através da sua representação da violência humana como transversal, inevitável, e intemporal, desafiando, assim, a figura arquetípica do cowboy enquanto herói e introduzindo o psicopata como personagem central. Defende que, através da desconstrução de estereótipos, estas obras confrontam a internalização de uma fórmula mais convencional do mito do Oeste, questionando o paradoxo do herói e promovendo reflexões sobre a natureza humana. Para além disso, tenta mostrar que personagens que, devido ao seu comportamento atroz, são frequentemente vistas por críticos, leitores, e outras personagens, como sendo deuses, fantasmas, ou monstros, de facto representam seres humanos. Assim, o Capítulo I, explora o mito do Oeste e o seu herói e analisa Blood Meridian or The Evening Redness in the West (1985) e No Country for Old Men (2005), ambos Westerns, e Child of God (1973), que não pertence a esta categoria. O Capítulo II explora o conceito de psicopatia, caracteriza o perfil de psicopatia, e define “violência psicopática”, segundo Robert D. Hare, o autor do instrumento de avaliação mais proeminente nesta área, a Psychopathy Checklist-Revised (PCL-R). Finalmente, o Capítulo III analisa as personagens centrais de Judge Holden, Anton Chigurh, e Lester Ballard, três assassinos em série, dois dos quais são considerados psicopatas, e um dos quais não o é, i.e., dois dos quais semeiam “violência psicopática”, e um dos quais não o faz.