Publicação
Os enfermeiros em cuidados de saúde primários
| Resumo: | RESUMO - A ideia de uma «enfermagem comunitária» centrada no trabalho com as famílias já vem de há muito a ser teorizada e praticada pelos núcleos inovadores da enfermagem em cuidados de saúde primários, mas recebeu novo impulso na recente Conferência Europeia de Munique (2000). Trata-se de uma prática centrada na comunidade, promovendo estilos de vida saudáveis, contribuindo para prevenir a doença e as suas consequências mais incapacitantes, dando particular importância à informação de saúde, ao contexto social, económico e político e ao desenvolvimento de novos conhecimentos sobre os determinantes da saúde na comunidade. Em Portugal a enfermagem é hoje reconhecida como uma profissão que se impôs de forma decisiva nos últimos vinte anos. No entanto, dos cerca de 36 000 enfermeiros em Portugal, só cerca de 17% exercem funções nos centros de saúde e apenas 15% são enfermeiros com a especialidade de saúde pública/comunitária. Apesar destas limitações, existem relatos sobre importantes melhorias quantitativas nas actividades relacionadas com a promoção da saúde nos centros de saúde. Muitos enfermeiros, em diferentes regiões do país, estão também envolvidos em projectos de cuidados continuados. Estes cuidados têm reforçado e valorizado a prática da enfermagem comunitária, para além de terem contribuído para melhorar o acesso das populações aos cuidados de saúde. Perspectiva- -se, assim, o desenvolvimento de uma enfermagem da saúde da família capaz de alicerçar a sua intervenção em práticas «baseadas na evidência», correspondendo a necessidades reais, com capacidade para integrar a promoção da saúde e a prevenção das doenças, trabalhar em equipas multidisciplinares e multissectoriais e promover a participação activa dos cidadãos nas decisões sobre a sua saúde. |
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| Autores principais: | Correia, Cristina |
| Outros Autores: | Dias, Fernanda; Coelho, Manuela; Page, Paula; Vitorino, Paulo |
| Ano: | 2001 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | RESUMO - A ideia de uma «enfermagem comunitária» centrada no trabalho com as famílias já vem de há muito a ser teorizada e praticada pelos núcleos inovadores da enfermagem em cuidados de saúde primários, mas recebeu novo impulso na recente Conferência Europeia de Munique (2000). Trata-se de uma prática centrada na comunidade, promovendo estilos de vida saudáveis, contribuindo para prevenir a doença e as suas consequências mais incapacitantes, dando particular importância à informação de saúde, ao contexto social, económico e político e ao desenvolvimento de novos conhecimentos sobre os determinantes da saúde na comunidade. Em Portugal a enfermagem é hoje reconhecida como uma profissão que se impôs de forma decisiva nos últimos vinte anos. No entanto, dos cerca de 36 000 enfermeiros em Portugal, só cerca de 17% exercem funções nos centros de saúde e apenas 15% são enfermeiros com a especialidade de saúde pública/comunitária. Apesar destas limitações, existem relatos sobre importantes melhorias quantitativas nas actividades relacionadas com a promoção da saúde nos centros de saúde. Muitos enfermeiros, em diferentes regiões do país, estão também envolvidos em projectos de cuidados continuados. Estes cuidados têm reforçado e valorizado a prática da enfermagem comunitária, para além de terem contribuído para melhorar o acesso das populações aos cuidados de saúde. Perspectiva- -se, assim, o desenvolvimento de uma enfermagem da saúde da família capaz de alicerçar a sua intervenção em práticas «baseadas na evidência», correspondendo a necessidades reais, com capacidade para integrar a promoção da saúde e a prevenção das doenças, trabalhar em equipas multidisciplinares e multissectoriais e promover a participação activa dos cidadãos nas decisões sobre a sua saúde. |
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