Publicação
Comunicação, Media e Deliberação: O Público e a Crise Iraquiana
| Resumo: | A deliberação pública é um conceito nuclear e uma prática essencial nos processos democráticos de formação da Opinião Pública. As suas raízes remontam à Antiguidade Clássica, nomeadamente aos escritos de Aristóteles, mas, ao longo da modernidade, verificou-se um crescente distanciamento entre a sua consagração normativa nas matrizes constitucionais e as práticas quotidianas de deliberação e de formação de opinião. Mais recentemente, na transição para o terceiro milénio, assiste-se a uma “viragem deliberativa” na teoria política e nas ciências da comunicação que equaciona as condições necessárias para que a deliberação pública decorra segundo processos inclusivos e paritários que diminuam o défice democrático das sociedades complexas. Os media, enquanto mediadores simbólicos da experiência contemporânea, assumem-se como dispositivos fundamentais na gestão dos fluxos discursivos e da comunicação pública. Esta investigação centra-se na análise da deliberação pública que decorreu nas vésperas da invasão do Iraque, em 2003, tomando, como estudo de caso, a cobertura do jornal “Público” sobre a denominada crise iraquiana. A legitimidade da intervenção militar é o enquadramento que subjaz ao debate pré-guerra, em torno do qual se desenvolvem as principais tomadas de posição em relação à “guerra preventiva”. Uma deliberação marcada pelas fortes dissensões que dividiram países, governos e governados. O contributo do jornal para a deliberação pública sobre a crise iraquiana é analisado na perspetiva do fortalecimento do público e da produção de opiniões públicas qualificadas, que definem o leque de possíveis soluções que são consideradas pelos cidadãos. |
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| Autores principais: | Borges, Susana Maria Cerqueira |
| Assunto: | Ciências da Comunicação Deliberação Opinião Pública Jornalismo Argumentação |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A deliberação pública é um conceito nuclear e uma prática essencial nos processos democráticos de formação da Opinião Pública. As suas raízes remontam à Antiguidade Clássica, nomeadamente aos escritos de Aristóteles, mas, ao longo da modernidade, verificou-se um crescente distanciamento entre a sua consagração normativa nas matrizes constitucionais e as práticas quotidianas de deliberação e de formação de opinião. Mais recentemente, na transição para o terceiro milénio, assiste-se a uma “viragem deliberativa” na teoria política e nas ciências da comunicação que equaciona as condições necessárias para que a deliberação pública decorra segundo processos inclusivos e paritários que diminuam o défice democrático das sociedades complexas. Os media, enquanto mediadores simbólicos da experiência contemporânea, assumem-se como dispositivos fundamentais na gestão dos fluxos discursivos e da comunicação pública. Esta investigação centra-se na análise da deliberação pública que decorreu nas vésperas da invasão do Iraque, em 2003, tomando, como estudo de caso, a cobertura do jornal “Público” sobre a denominada crise iraquiana. A legitimidade da intervenção militar é o enquadramento que subjaz ao debate pré-guerra, em torno do qual se desenvolvem as principais tomadas de posição em relação à “guerra preventiva”. Uma deliberação marcada pelas fortes dissensões que dividiram países, governos e governados. O contributo do jornal para a deliberação pública sobre a crise iraquiana é analisado na perspetiva do fortalecimento do público e da produção de opiniões públicas qualificadas, que definem o leque de possíveis soluções que são consideradas pelos cidadãos. |
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