Publicação
O género como espartilho: moda e feminismo(s)
| Resumo: | Esta investigação propõe um triângulo teórico e empírico entre moda, feminismo(s), e género. Numa das primeiras utilizações da palavra como conceito sociológico que é feita por Ann Oakley1 em 1972, ela descrevia o género como sendo uma matéria de cultura, referindo-se à classificação social em masculino e feminino. Enquanto construção em relação ao outro (sexo), o conceito de género é indispensável à compreensão de todos os domínios da vida social, tendo ao mesmo tempo a sua própria história. Se há normas para o género, a moda não imporá uma delas, medida da sua própria medida, como um espartilho? Como é que o fenómeno social da moda reflecte e/ou contribui para a construção de género, ao mesmo tempo que concorre para a desconstrução do «eu»? Qual é afinal a função da moda no desempenho de género? Várias linhas de pensamento concorrem para a investigação de uma realidade que é múltipla: porque vestem as mulheres como vestem, diferença e repetição; valorização da memória oral das mulheres, histórias pessoais e comparação da experiência de vida, reflexividade e pensamento; percepção da pluralidade e dos vários quotidianos do corpo; identidade e (re)configuração dos papéis sociais das mulheres no dualismo privado/público; consumo, e gosto. A moda como fenómeno social (total) é o nosso laboratório sociológico, onde se ensaiam os géneros, através de uma ritualização (feminilidade/ masculinidade) da apresentação de si, que vai atravessando idades de vida, gerações, e lugares. Enfim, partimos à descoberta de algo novo sobre nós, unidades humanas, actores e actrizes sociais, a quem desde o nascimento, ou mesmo antes dele, é atribuído um primeiro papel, o de género. |
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| Autores principais: | Duarte, Cristina Maria Leitão |
| Assunto: | moda fashion género gender espartilho corset mulheres women gerações generations representação de si representation of self corpo body identidade identity feminismos feminisms |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Esta investigação propõe um triângulo teórico e empírico entre moda, feminismo(s), e género. Numa das primeiras utilizações da palavra como conceito sociológico que é feita por Ann Oakley1 em 1972, ela descrevia o género como sendo uma matéria de cultura, referindo-se à classificação social em masculino e feminino. Enquanto construção em relação ao outro (sexo), o conceito de género é indispensável à compreensão de todos os domínios da vida social, tendo ao mesmo tempo a sua própria história. Se há normas para o género, a moda não imporá uma delas, medida da sua própria medida, como um espartilho? Como é que o fenómeno social da moda reflecte e/ou contribui para a construção de género, ao mesmo tempo que concorre para a desconstrução do «eu»? Qual é afinal a função da moda no desempenho de género? Várias linhas de pensamento concorrem para a investigação de uma realidade que é múltipla: porque vestem as mulheres como vestem, diferença e repetição; valorização da memória oral das mulheres, histórias pessoais e comparação da experiência de vida, reflexividade e pensamento; percepção da pluralidade e dos vários quotidianos do corpo; identidade e (re)configuração dos papéis sociais das mulheres no dualismo privado/público; consumo, e gosto. A moda como fenómeno social (total) é o nosso laboratório sociológico, onde se ensaiam os géneros, através de uma ritualização (feminilidade/ masculinidade) da apresentação de si, que vai atravessando idades de vida, gerações, e lugares. Enfim, partimos à descoberta de algo novo sobre nós, unidades humanas, actores e actrizes sociais, a quem desde o nascimento, ou mesmo antes dele, é atribuído um primeiro papel, o de género. |
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