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Prevalência do aleitamento materno exclusivo e factores associados em Moçambique: uma análise do inquérito nacional de saúde de 2015 (IMSIDA)

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Resumo:Introdução: O aleitamento materno exclusivo é benéfico para a saúde da criança e da mãe. O AME reduz o risco de contracção de doenças infantis como diarreia, pneumonia e outras, causas principais de morbi-mortalidade infantil nos países de baixa renda. A mulher em prática do AME não somente estabelece uma ligação afectiva, íntima, ímpar e saudável com o filho, como fica protegida de uma gravidez precoce, para além de comprovado benefício na redução de risco do cancro de órgãos do eixo reprodutivo como o da mama e dos ovários. A organização Mundial da Saúde, recomenda que se alcance uma prevalência de 50% de AME até 2025. A nível global, somente 38% das crianças menores de seis meses estariam em AME. Em Moçambique embora a proporção tende a melhorar nas últimas décadas, a mais recente estimativa de prevalência de AME é de 43%. Há uma necessidade contínua de identificar e rever os factores associados a prática de AME. Objectivos: Estimar a prevalência de aleitamento materno exclusivo e os factores sociais e demográficos associados. Metodologia: O presente estudo é de carácter quantitativo e utilizou dados secundários do Inquérito de indicadores de Imunização, Malária e HIV/SIDA (IMASIDA, 2015). O estudo incluiu dados referentes a crianças dos 0 a 6 meses de idade, nascidos de mães dos 15 a 49 anos de idade, em todo o país. Foram usadas estatísticas descritivas para caracterizar o perfil sociodemográfico das mulheres e a regressão logística para analisar a associação entre a probabilidade de aleitamento materno exclusivo e possíveis fatores. Estimaram-me os odds ratio brutos e ajustados e respetivos intervalos de confiança a 95%. Usou-se um nível de significância de 5%. Resultados: O estudo indicou que a prevalência do AME de crianças de 0 a 6 meses foi de 47,1%. Os factores associados ao AME foram a Idade da mãe e da criança, participação da mãe nas decisões domésticas e a utilização da consulta pré-natal. Conclusões e implicações para políticas: a prevalência de AME, pese embora incrementada em comparação com estimativas prévias, mantém-se a níveis insatisfatórios e ainda distantes das metas das políticas de saúde adoptadas para alimentação infantil. Os pré-concebidos factores determinantes do não AME não foram demonstrados ter associação com a prática de Ame com excepção de idade da criança e da mãe. A investigação de dinâmicas e factores na base da determinação de AME é urgente e crucial e esta deverá constar de uma agenda de pesquisa sobre alimentação infantil em Moçambique.
Autores principais:MECUPA, Fátima Omar
Assunto:Saúde pública Aleitamento materno Factores associados ao aleitamento materno Inquérito nacional de saúde de 2015 Aleitamento materno exclusico Moçambique
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Introdução: O aleitamento materno exclusivo é benéfico para a saúde da criança e da mãe. O AME reduz o risco de contracção de doenças infantis como diarreia, pneumonia e outras, causas principais de morbi-mortalidade infantil nos países de baixa renda. A mulher em prática do AME não somente estabelece uma ligação afectiva, íntima, ímpar e saudável com o filho, como fica protegida de uma gravidez precoce, para além de comprovado benefício na redução de risco do cancro de órgãos do eixo reprodutivo como o da mama e dos ovários. A organização Mundial da Saúde, recomenda que se alcance uma prevalência de 50% de AME até 2025. A nível global, somente 38% das crianças menores de seis meses estariam em AME. Em Moçambique embora a proporção tende a melhorar nas últimas décadas, a mais recente estimativa de prevalência de AME é de 43%. Há uma necessidade contínua de identificar e rever os factores associados a prática de AME. Objectivos: Estimar a prevalência de aleitamento materno exclusivo e os factores sociais e demográficos associados. Metodologia: O presente estudo é de carácter quantitativo e utilizou dados secundários do Inquérito de indicadores de Imunização, Malária e HIV/SIDA (IMASIDA, 2015). O estudo incluiu dados referentes a crianças dos 0 a 6 meses de idade, nascidos de mães dos 15 a 49 anos de idade, em todo o país. Foram usadas estatísticas descritivas para caracterizar o perfil sociodemográfico das mulheres e a regressão logística para analisar a associação entre a probabilidade de aleitamento materno exclusivo e possíveis fatores. Estimaram-me os odds ratio brutos e ajustados e respetivos intervalos de confiança a 95%. Usou-se um nível de significância de 5%. Resultados: O estudo indicou que a prevalência do AME de crianças de 0 a 6 meses foi de 47,1%. Os factores associados ao AME foram a Idade da mãe e da criança, participação da mãe nas decisões domésticas e a utilização da consulta pré-natal. Conclusões e implicações para políticas: a prevalência de AME, pese embora incrementada em comparação com estimativas prévias, mantém-se a níveis insatisfatórios e ainda distantes das metas das políticas de saúde adoptadas para alimentação infantil. Os pré-concebidos factores determinantes do não AME não foram demonstrados ter associação com a prática de Ame com excepção de idade da criança e da mãe. A investigação de dinâmicas e factores na base da determinação de AME é urgente e crucial e esta deverá constar de uma agenda de pesquisa sobre alimentação infantil em Moçambique.