Publicação
A crise dos abastecimentos e a «questão das subsistências» em Setúbal durante a Grande Guerra
| Resumo: | As dificuldades dos meios urbanos portugueses em serem abastecidos de géneros de primeira necessidade provocou uma profunda escalada de preços e diversos momentos de fome generalizada nas camadas mais desfavorecidas da sociedade durante a Grande Guerra. Da necessidade de estudar estes efeitos nefastos num plano geográfico circunscrito, este texto aborda a «questão das subsistências» na comunidade de Setúbal, então a terceira cidade com maior índice demográfico do país e caracterizada como sendo uma região operária e piscatória. Do ponto de vista institucional, o presente estudo salienta as medidas inoperantes da Câmara Municipal num quadro de ‘economia de guerra’ e exemplifica as dificuldades pelas quais passou um estabelecimento de solidariedade social como a Misericórdia de Setúbal. Entre os impactos abordados, analisa-se a intensa crispação social gerada pela fome, que ficou marcada por assaltos coletivos a quintas e estabelecimentos comerciais, por greves e por protestos antiintervencionistas de um «vulcão operário» que entrou em erupção. |
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| Autores principais: | Ferreira, Diogo |
| Assunto: | Abastecimento Alimentar Grande Guerra Setúbal |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | As dificuldades dos meios urbanos portugueses em serem abastecidos de géneros de primeira necessidade provocou uma profunda escalada de preços e diversos momentos de fome generalizada nas camadas mais desfavorecidas da sociedade durante a Grande Guerra. Da necessidade de estudar estes efeitos nefastos num plano geográfico circunscrito, este texto aborda a «questão das subsistências» na comunidade de Setúbal, então a terceira cidade com maior índice demográfico do país e caracterizada como sendo uma região operária e piscatória. Do ponto de vista institucional, o presente estudo salienta as medidas inoperantes da Câmara Municipal num quadro de ‘economia de guerra’ e exemplifica as dificuldades pelas quais passou um estabelecimento de solidariedade social como a Misericórdia de Setúbal. Entre os impactos abordados, analisa-se a intensa crispação social gerada pela fome, que ficou marcada por assaltos coletivos a quintas e estabelecimentos comerciais, por greves e por protestos antiintervencionistas de um «vulcão operário» que entrou em erupção. |
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