Publicação
Estudo dos sistemas simpático e parassimpático através da modelação de dados de pupilometria
| Resumo: | Recebendo inervação do Sistema Nervoso Autónomo Simpático (SNAS) e do Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático (SNAP), a abertura da íris, a pupila, é regulada por estes dois sistemas e, por isso, fornece informações que poderão ser relevantes do ponto de vista clínico [1]. Nomeadamente, permite obter informações sobre o estado de consciência de um indivíduo, ou servir como diagnóstico de certas doenças neurodegenerativas, como são os casos das doenças de Parkinson ou de Alzheimer [2], [3]. Tendo em conta a relevância clínica dos sistemas simpático e parassimpático, pretende-se primeiramente estudar as frequências do seu normal funcionamento, com o intuito de vir a compreender quais as alterações observadas em situações patológicas. Neste trabalho, estudou-se a influência de um estímulo frio sobre as dinâmicas da pupila e do coração, numa amostra de 10 indivíduos. Pela literatura [4], este tipo de estímulos evidencia a atividade simpática sendo, pois, possível separar a ação dos dois sistemas, que, muitas vezes, atuam em simultâneo. Utilizou-se um pupilómetro de alta resolução para adquirir os dados de pupilometria, e estudou-se a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) dos indivíduos, com base no seu espectrograma. À semelhança do que acontece na análise do eletrocardiograma (ECG), supõe-se que possa haver uma frequência própria do funcionamento da pupila. Adquiriu-se o sinal que representa a variação da área da pupila ao longo do tempo. O cálculo da energia das componentes extraídas desse sinal com a ferramenta matemática Singular Spectrum Analysis, análise de espectro singular (SSA) permitiu concluir acerca da atividade do Sistema Nervoso Autónomo (SNA). Os resultados embora pouco conclusivos no que respeita à banda de frequências que caracteriza o normal funcionamento do SNA, com base nos dados da pupilometria, permitem concluir que existe um aumento na energia das altas frequências depois da resposta ao estímulo frio, o que vai ao encontro do que se esperava obter, tendo em conta a bibliografia referente à atividade cardíaca. |
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| Autores principais: | Silva, Bernardo José Gervásio Canelas da |
| Assunto: | pupila pupilómetro Sistemas Nervoso Autónomo Simpático e Parassimpático Variabilidade da Frequência Cardíaca Análise do Espectro Singular frequência |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Recebendo inervação do Sistema Nervoso Autónomo Simpático (SNAS) e do Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático (SNAP), a abertura da íris, a pupila, é regulada por estes dois sistemas e, por isso, fornece informações que poderão ser relevantes do ponto de vista clínico [1]. Nomeadamente, permite obter informações sobre o estado de consciência de um indivíduo, ou servir como diagnóstico de certas doenças neurodegenerativas, como são os casos das doenças de Parkinson ou de Alzheimer [2], [3]. Tendo em conta a relevância clínica dos sistemas simpático e parassimpático, pretende-se primeiramente estudar as frequências do seu normal funcionamento, com o intuito de vir a compreender quais as alterações observadas em situações patológicas. Neste trabalho, estudou-se a influência de um estímulo frio sobre as dinâmicas da pupila e do coração, numa amostra de 10 indivíduos. Pela literatura [4], este tipo de estímulos evidencia a atividade simpática sendo, pois, possível separar a ação dos dois sistemas, que, muitas vezes, atuam em simultâneo. Utilizou-se um pupilómetro de alta resolução para adquirir os dados de pupilometria, e estudou-se a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) dos indivíduos, com base no seu espectrograma. À semelhança do que acontece na análise do eletrocardiograma (ECG), supõe-se que possa haver uma frequência própria do funcionamento da pupila. Adquiriu-se o sinal que representa a variação da área da pupila ao longo do tempo. O cálculo da energia das componentes extraídas desse sinal com a ferramenta matemática Singular Spectrum Analysis, análise de espectro singular (SSA) permitiu concluir acerca da atividade do Sistema Nervoso Autónomo (SNA). Os resultados embora pouco conclusivos no que respeita à banda de frequências que caracteriza o normal funcionamento do SNA, com base nos dados da pupilometria, permitem concluir que existe um aumento na energia das altas frequências depois da resposta ao estímulo frio, o que vai ao encontro do que se esperava obter, tendo em conta a bibliografia referente à atividade cardíaca. |
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