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A Porcelana Chinesa em Almada. Séculos XVI a XVIII

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Almada durante Idade Moderna seria apenas uma pequena vila estruturada do ponto de vista urbano, sobretudo através da Rua Direita e da cerca medieval, que protegia a zona alta da cidade. O pouco que se sabe sobre a sua população revela que a maioria teria poucas posses, dedicando-se principalmente à agricultura. Os habitantes com maiores posses seriam os donos das quintas que existiam em torno do centro urbano. No entanto, esta questão da capacidade económica dos habitantes da vila poderá vir a ser questionada com base nas evidências arqueológicas encontradas em diversas intervenções da atual cidade, nomeadamente na Rua da Judiaria, na Rua da Cerca/Serpa Pinto, na Rua Visconde Almeida Garrett, no Largo 1° de Maio, na Rua Trigueiros Martel, Rua Heliodoro Salgado, Rua do Registo Civil, Rua Latino Coelho, Paços do Concelho e Rua Henriques Nogueira. No conjunto destes dez sítios arqueológicos surgiram centenas de fragmentos de objetos em porcelana que podem ser cronologicamente enquadrados entre os inícios do século XVI e os finais do século XVIII, o que permitirá uma visão abrangente do consumo de porcelana durante cerca de três séculos. Esta tese tem como objetivo o estudo destes objetos, enquadrando-os na investigação já realizada sobre porcelana chinesa em contextos arqueológicos portugueses. Houve o objetivo de, não só compreender as decorações destes objetos e como estas foram mudando ao longo dos séculos, mas também, de que maneira os contactos comerciais entre Portugal e a China influenciaram as produções da porcelana chinesa e qual teria sido o seu lugar na casa dos almadenses.
Autores principais:Tavares, Telma Filipa Santos
Assunto:Almada Porcelana chinesa Arqueologia Urbana Idade Moderna Cerâmica
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Almada durante Idade Moderna seria apenas uma pequena vila estruturada do ponto de vista urbano, sobretudo através da Rua Direita e da cerca medieval, que protegia a zona alta da cidade. O pouco que se sabe sobre a sua população revela que a maioria teria poucas posses, dedicando-se principalmente à agricultura. Os habitantes com maiores posses seriam os donos das quintas que existiam em torno do centro urbano. No entanto, esta questão da capacidade económica dos habitantes da vila poderá vir a ser questionada com base nas evidências arqueológicas encontradas em diversas intervenções da atual cidade, nomeadamente na Rua da Judiaria, na Rua da Cerca/Serpa Pinto, na Rua Visconde Almeida Garrett, no Largo 1° de Maio, na Rua Trigueiros Martel, Rua Heliodoro Salgado, Rua do Registo Civil, Rua Latino Coelho, Paços do Concelho e Rua Henriques Nogueira. No conjunto destes dez sítios arqueológicos surgiram centenas de fragmentos de objetos em porcelana que podem ser cronologicamente enquadrados entre os inícios do século XVI e os finais do século XVIII, o que permitirá uma visão abrangente do consumo de porcelana durante cerca de três séculos. Esta tese tem como objetivo o estudo destes objetos, enquadrando-os na investigação já realizada sobre porcelana chinesa em contextos arqueológicos portugueses. Houve o objetivo de, não só compreender as decorações destes objetos e como estas foram mudando ao longo dos séculos, mas também, de que maneira os contactos comerciais entre Portugal e a China influenciaram as produções da porcelana chinesa e qual teria sido o seu lugar na casa dos almadenses.