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Arte rupestre do Monte de Góios (Lanhelas, Caminha)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A nossa intervenção na arte rupestre do Monte de Góios, relevo da margem esquerda do fundo do estuário do Rio Minho, ocorrida de 2007 a 2009, deveu‑se a projecto de minimização do impacto, na paisagem e no património cultural, devido à construção de via (A28/IC1 – Ligação a Caminha). Após a prospecção pormenorizada do terreno, foram documentadas dezoito rochas com arte rupestre, cinco das quais eram já conhecidas. As quase novecentas gravuras inventariadas, antropomorfos esquemáticos, zoomorfos (cavalos, colubrídeos e outros) e significativo conjunto de signos de carácter geométrico, apresentam longa diacronia pré e proto‑histórica, suportada por relações estratigráficas, graus de desgaste e aspectos morfo‑estilísticos. Elas integraram santuários, com diferentes dimensões e registos iconográficos, de amplo espaço sócio‑religioso correspondente ao Monte de Góios. Monte de Góios is a relief on the left bank of the Minho River estuary inner part. Our archaeological work on Monte de Góios, between 2007 and 2009, was framed by a project to minimize the impact, of a new highway (A28/IC1 – Ligação a Caminha), in the landscape and cultural heritage. After thorough archaeological prospecting of the field, eighteen rocks, containing rock art, were detected, of which five were already known of. The almost nine hundred engravings catalogued – schematic anthropomorphs, zoomorphs (horses, snakes, and others) and a significant set of geometric signs – present a large pre and proto-historic diachrony, supported by stratigraphic relations, degrees of erosion and morphologic and stylistic aspects. They form sanctuaries, with different dimensions and iconographic records, in a broad socio-religious space corresponding to Monte de Góios.
Autores principais:Gomes, Mário Augusto dos Santos Varela
Assunto:Monte de Góios Gravuras rupestres Santuário Pré-história Proto-História Rock art engravings Sanctuary Prehistory Proto-history
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A nossa intervenção na arte rupestre do Monte de Góios, relevo da margem esquerda do fundo do estuário do Rio Minho, ocorrida de 2007 a 2009, deveu‑se a projecto de minimização do impacto, na paisagem e no património cultural, devido à construção de via (A28/IC1 – Ligação a Caminha). Após a prospecção pormenorizada do terreno, foram documentadas dezoito rochas com arte rupestre, cinco das quais eram já conhecidas. As quase novecentas gravuras inventariadas, antropomorfos esquemáticos, zoomorfos (cavalos, colubrídeos e outros) e significativo conjunto de signos de carácter geométrico, apresentam longa diacronia pré e proto‑histórica, suportada por relações estratigráficas, graus de desgaste e aspectos morfo‑estilísticos. Elas integraram santuários, com diferentes dimensões e registos iconográficos, de amplo espaço sócio‑religioso correspondente ao Monte de Góios. Monte de Góios is a relief on the left bank of the Minho River estuary inner part. Our archaeological work on Monte de Góios, between 2007 and 2009, was framed by a project to minimize the impact, of a new highway (A28/IC1 – Ligação a Caminha), in the landscape and cultural heritage. After thorough archaeological prospecting of the field, eighteen rocks, containing rock art, were detected, of which five were already known of. The almost nine hundred engravings catalogued – schematic anthropomorphs, zoomorphs (horses, snakes, and others) and a significant set of geometric signs – present a large pre and proto-historic diachrony, supported by stratigraphic relations, degrees of erosion and morphologic and stylistic aspects. They form sanctuaries, with different dimensions and iconographic records, in a broad socio-religious space corresponding to Monte de Góios.