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Focagem, desfocagem e refocagem. O mediador à luz da complexidade

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Resumo:O presente trabalho tem como escopo apresentar o Método Óptico da Focagem, Desfocagem e Refocagem através da acção do seu utilizador, o mediador. Este surge como o profissional da área das humanidades, distinto do causídico ou do criativo, tradutor de linguagens, inserido no contexto crítico pós-moderno. A técnica óptica, assim enunciada, implica um duplo movimento, tal como uma lente de uma câmara fotográfica ou de filmagem, significa que perante um problema, um conflito, o mediador vai aplicar esse duplo movimento óptico, de aproximação e afastamento, diagnosticando, triando e alargando a visão. Esta técnica aplica-se ao campo da mediação de conflitos, mas pode perfeitamente adaptar-se a outros campos da comunicação como os gabinetes de imprensa, os julgados de paz, o direito da informação, o discurso mediático, a linguagem institucional e as suas actividades práticas. Consiste num primeiro momento no enquadramento do conflito (processo de Focagem), num segundo de consciencialização do que se encontra fora do quadro do problema, da interpretação sistémica e sistemática (processo de Desfocagem) e um terceiro em que se resolve o problema (processo de Refocagem). Estes três estados, a Focagem, a Desfocagem e a Refocagem, à vista de três vectores, o objectivo, o subjectivo e o sistémico permitem trabalhar o modelo através de técnicas, de diagnóstico e "triagem", contraditório e excepção, obrigando a sair da “caixa” mental, com vista à produção de resultados práticos numa perspectiva simultaneamente comunicacional, estratégica, crítica e funcionalista, que se tornam o escopo do mediador, não apenas como mediador de conflitos mas como pensador complexo. O complemento da resolução técnica com a solução inovadora, através do seu Refoco final, possibilita uma resposta complexa que permite em termos de sucesso, uma muito maior probabilidade de resolução efectiva de um conflito
Autores principais:Roque, Pedro José Leonardo
Assunto:Focagem Desfocagem Método Óptico Mediação de Conflitos Meios Alternativos de Resolução de Litígios Comunicação da Justiça
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O presente trabalho tem como escopo apresentar o Método Óptico da Focagem, Desfocagem e Refocagem através da acção do seu utilizador, o mediador. Este surge como o profissional da área das humanidades, distinto do causídico ou do criativo, tradutor de linguagens, inserido no contexto crítico pós-moderno. A técnica óptica, assim enunciada, implica um duplo movimento, tal como uma lente de uma câmara fotográfica ou de filmagem, significa que perante um problema, um conflito, o mediador vai aplicar esse duplo movimento óptico, de aproximação e afastamento, diagnosticando, triando e alargando a visão. Esta técnica aplica-se ao campo da mediação de conflitos, mas pode perfeitamente adaptar-se a outros campos da comunicação como os gabinetes de imprensa, os julgados de paz, o direito da informação, o discurso mediático, a linguagem institucional e as suas actividades práticas. Consiste num primeiro momento no enquadramento do conflito (processo de Focagem), num segundo de consciencialização do que se encontra fora do quadro do problema, da interpretação sistémica e sistemática (processo de Desfocagem) e um terceiro em que se resolve o problema (processo de Refocagem). Estes três estados, a Focagem, a Desfocagem e a Refocagem, à vista de três vectores, o objectivo, o subjectivo e o sistémico permitem trabalhar o modelo através de técnicas, de diagnóstico e "triagem", contraditório e excepção, obrigando a sair da “caixa” mental, com vista à produção de resultados práticos numa perspectiva simultaneamente comunicacional, estratégica, crítica e funcionalista, que se tornam o escopo do mediador, não apenas como mediador de conflitos mas como pensador complexo. O complemento da resolução técnica com a solução inovadora, através do seu Refoco final, possibilita uma resposta complexa que permite em termos de sucesso, uma muito maior probabilidade de resolução efectiva de um conflito